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Vereador diz que fala de colega é 'recheada de preconceito e racismo'

Por Thiago Padilha
Publicado em: 03.05.2021 às 20:00 Última atualização: 03.05.2021 às 20:19

Durante a votação de quatro projetos de lei de vereadores na quinta-feira na Câmara de São Leopoldo, uma fala do suplente Marcelo França (Cidadania) foi classificada pelo vereador Tiago Silveira (PT) como "recheada de preconceito e racismo". Silveira é autor do projeto de lei sobre a realização de seminário de combate a discriminação racial, xenofobia e outras formas de intolerância correlatas nas escolas municipais. França afirmou que o assunto já está na Base Nacional Comum Curricular e que "vamos deixar as crianças retomarem as aulas, buscarem os conteúdos de matemática e português". Silveira rebate que o colega não deveria apontar sobre o que "acha importante de uma dor ou uma coisa que você não sente, não sofre". "O senhor não é negro, não sente na pele o que a gente sente e o senhor não representa com a sua fala a comunidade negra. É contra esse tipo de postura que eu sempre vou lutar", acrescentou.

 

Várias mãos

"Nós construímos essa proposta, através de várias mãos. Ela foi buscada a partir do exemplo de outra cidade e modificada, através de conversas que tivemos no Instituto do Câncer Infantil de Porto Alegre (ICD) e também com membros do executivo de Esteio", explicou o vereador Coutinho.

"Não é o momento"

França (foto) tentou justificar a sua fala e se desculpar. "Sou filho e neto de negros, só quem mora no bairro sabe disso. Jamais a minha intenção foi dizer que (era contra). Apenas quis dizer que não é o momento para essa discussão na sala de aula. Isso já está sendo discutido pelos professores. Em nenhum momento fui racista", ponderou. Silveira acrescentou que conhece a origem do colega e "por isso me espantou ainda mais a sua fala, por desmerecer e não entender a importância desse tipo de debate". O projeto foi aprovado por 11 votos a favor e um contra.

Dias de licença

O suplente de vereador Marcelo França (Cidadania) assumiu no lugar de Gabriel Dias na sessão de quinta-feira, uma vez que o titular entrou em licença saúde. Segundo Dias, ele tem tendinopatia (lesão) no ombro esquerdo e não pôde participar da sessão virtual por coincidir com o horário que ele precisava fazer fisioterapia. "Meu estágio não é grave. O médico receitou um remédio e fisioterapia para ver se melhora. Fico cinco dias sem dor e o resto do mês com dor. Acredito que seja uma lesão por esforço repetitivo da minha profissão." Ele é advogado.

Diabetes na escola

Foi aprovado, por unanimidade, na semana passada, anteprojeto do vereador Cristiano Coutinho (MDB), que busca criar um programa de prevenção ao diabetes nas escolas municipais de Esteio. O programa consiste na aplicação, na hora da matrícula e rematrícula de alunos de escolas públicas, de um formulário que busca identificar alunos portadores de diabetes tipo 1 e 2. Proposta segue para análise da prefeitura.


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