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Relaxamento preocupante e questionável

Cada vez mais as pessoas andam sem máscaras e sem distanciamento, mas, mesmo passado o dito pico, os números ainda são altos e a nova onda na Europa parece um alerta para flexibilizações exageradas

Por Guilherme Schmidt
Publicado em: 25.10.2020 às 22:33 Última atualização: 25.10.2020 às 22:37

Tirando o uso de máscaras por metade das pessoas (até nos bandeiraços partidários eleitorais a maioria das pessoas aboliu o uso) nem parece que ainda vivemos uma pandemia ou que estamos em meio a decretos de calamidade pública. A média móvel de casos confirmados e óbitos no RS é semelhante a meados de junho, quando vivíamos sob várias restrições. Mas a sensação nas ruas é de que a Covid-19 se foi... Na Europa a doença explodiu novamente, e, por aqui, parece que o calor magicamente vai amenizar o vírus e ninguém dá bola para os sinais que vêm do velho continente. No mínimo, estranho...

Não dá para deixar de ligar todo este relaxamento, que curiosamente começou em setembro, com a proximidade das eleições. Afinal, foi a partir da largada eleitoral, com escolha de candidatos, que as flexibilizações foram em um crescente semanal. Tudo bem: os números caíram em relação ao pico de julho e agosto, mas eles são muito parecidos com o que tínhamos em junho, por exemplo, quando as restrições eram bem maiores. Alguém vai dizer que na época se temia o inverno e suas consequências nos hospitais, mas achar que por causa do calor dá para relaxar parece algo simplista demais para uma doença que assolou a tropical Manaus com calorão e tudo mais. Bom, resta acompanhar e ver o desdobramento de todo este relaxamento com a doença.    


A volta do cinema

A anunciada reabertura das salas de cinema leopoldenses da rede (em Novo Hamburgo ainda se aguarda posicionamento da rede Cinemark) já animou quem sente saudades de um filme na telona com pipoca e refri. O Cinesystem anunciou para quinta-feira a volta com limitadíssimo número de ingressos, mas ainda falta a Prefeitura decretar a liberação. As redes, que já abriram no Centro do País e no último fim de semana em Porto Alegre suas salas, garantem segurança e higienização quase que hospitalar nas dependências. Além disso, sessões não devem ter mais de 50 pessoas em salas que caberiam 350. A polêmica ainda segue pelo refri e a tradicional pipoca liberados, já que para ingerir eles o pessoal vai poder tirar a máscara. Mas, enfim, é mais uma etapa de flexibilizações que precisam ser acompanhadas.

Cruzamento perigoso

Na Rua Primeiro de Março com Avenida João Corrêa (e não é de hoje) virou ponto cotidiano de acidentes e quase acidentes em São Leopoldo. Nos últimos dias, na maioria das vezes são motos contra carros. E, quando envolve motociclistas, a vinda do Samu para levar feridos é quase certa. Em muitos casos a moto é "cortada" pelo veículo maior, mas é visível, também, que em grande parte destas ocorrências as motos vêm em velocidade muito alta.

Imprudência

A travessia da avenida é feita às pressas e ainda tem a faixa de pedestres ignorada. E quando um veículo para, o pedestre tem que cuidar para na faixa ao lado não ser atropelado por algum apressado.
E os decibéis? Alguns carros de som com propaganda política extrapolam o volume aceitável na região. Mas, como sempre, nossas leis abrem a brecha para ações eleitorais. Basta o veículo ter autorização para este serviço que está liberado para botar o som na rua.

Fogo na mata seca

O incêndio que ameaçou a mata da Reserva Fazenda Morro Sapucaia é um alerta para estes próximos meses que devem ser de poucas chuvas. Incinerar lixo, jogar pontas de cigarro acesas e outras ações do tipo têm que ser evitadas. Elas podem ser o início de uma tragédia ambiental e até atingir casas.

A falta de respeito

Flores plantadas em homenagem a vítimas do câncer pela Associação Força Rosa na quarta-feira foram roubadas dos canteiros. Falta total de empatia e respeito. Tem alguma coisa muito errada neste mundo, mesmo...


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