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Opinião Opinião

(In)Certezas nas escolas

Abre, não abre; volta, não volta; pode, não pode... A retomada das aulas presenciais está envolta em um emaranhado confuso de decisões diferentes

Por Guilherme Schmidt
Publicado em: 23.10.2020 às 19:32 Última atualização: 23.10.2020 às 19:40

Afinal, as escolas voltaram ou não? As reformulações de datas, decretos e critérios estão deixando pais e estudantes confusos. De forma geral, as escolas particulares, que já têm Educação Infantil aberta, estão sendo totalmente liberadas a partir do próximo dia 28. O Estado resolveu antecipar o retorno a pedido de alguns municípios que estão liberando conforme calendário do governo gaúcho. Claro que as escolas são livres para decidir sobre o retorno, assim como os pais de alunos.

Mas, de forma geral, o cenário é confuso e muito dividido nesta “programada” volta às aulas gaúcha. Enquanto a rede pública encara forte resistência, vetos em algumas cidades e falta de estrutura para cumprir medidas de higienização e distanciamento, as escolas particulares, consultando pais, retomam atividades presenciais com todos cuidados e turmas reduzidas devido à decisão de famílias em não retornar agora, na espera de uma vacina contra a Covid-19 ou de um cenário mais ameno na contaminação. Faltam pouco mais de dois meses para o fim de 2020 e a incerteza ainda é grande sobre como conduzir a conclusão deste caótico ano letivo.

Uma escola de dúvidas

A rede estadual vive o impasse: muitas escolas ainda estão recebendo materiais para abrir e só podem retornar em algumas cidades (como Esteio e Sapucaia do Sul); em outras a volta não está autorizada - como em São Leopoldo, que suspendeu aulas presenciais na rede pública (municipal e estadual) até o fim do ano. Aliás, porque o Estado mandou as suas escolas estaduais reabrirem se não deram a elas condições de voltar? Se sabiam que as verbas delas eram poucas para bancar compras de materiais básicos para o combate à Covid-19? Bom, a única unanimidade até agora em decretos é que as redes municipais seguem suspensas.

Cinema capilé

O grupo Cinesystem anunciou para a próxima quinta-feira, dia 29, a reabertura da sua sala no Bourbon Shopping de São Leopoldo, com todos protocolos e restrições impostas no decreto estadual. O primeiro filme deste retorno é Tenet, produção de ação com o astro Robert Pattison (da Saga Crepúsculo).

Muitas regras

Distanciamento nas filas e salas de cinema (em espaço de 350 lugares, por exemplo, apenas 50 lugares poderão ser ocupados), tapetes químicos, álcool gel e sistema com renovação constante do ar, sessões com horários mais espaçados para sanitização dos locais para cada plateia. Enfim, o público terá que se adaptar.

Falta só decreto

Mas a reabertura do cinema leopoldense ainda depende de decreto municipal. A Prefeitura prevê a decisão de liberar ou não somente para segunda ou terça-feira. Em Porto Alegre as salas de cinema retornaram neste fim de semana.

Liberação com deveres

As praças e parques foram reabertos, mas a população precisa entender que isso não quer dizer que as máscaras foram liberadas. Ainda é preciso utilizá-las.

Sem máscara

O óbvio não uso em bares e restaurantes - para comer e beber - acaba maximizando a prática de deixar de lado a máscara em público. Pessoal que faz caminhadas e ciclista também “aboliu” por causa da respiração. E assim, de exceção em exceção, as máscaras vão caindo. Só comércio ainda cobra, e, em alguns casos, também libera.

Sanitização nas eleições

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do RS enviou comunicado às autoridades que pode causar polêmica: a sanitização dos espaços para votação nas eleições deste ano será por conta de quem é responsável pelo local. A maioria das seções são em escolas municipais e estaduais, sendo o restante em algumas escolas particulares, igrejas, salões comunitários ou espaços públicos municipais. Ou seja, o gasto necessário com esta higienização - se for cobrada (tipo os jatos com soluções sanitizadora) - cairá na conta da instituição que abrigar as urnas eletrônicas.

À Justiça Eleitoral cabe, segundo o Plano de Segurança Sanitária divulgado pelo TSE, fornecer álcool gel aos eleitores, além de máscaras, protetores e outros materiais para os mesários. Seja como for, a limpeza pós-eleição será necessária nesses locais. E aí, Estado, municípios e outros que abrigarem as seções terão que sanitizar os espaços.

Responsabilidade

Segundo nota do TRE-RS, “ao Tribunal cabe realizar as vistorias nos lugares que serão utilizados para votação, mas o serviço de desinfecção ou sanitização não é de responsabilidade da instituição”.

Muitos acidentes

Tem chamado atenção nos últimos dias os aumento de acidentes de trânsito, principalmente com vítimas fatais na região metropolitana. Alguém pode dizer que é a volta do movimento de veículos - após meses de restrições e tráfego reduzido - com as liberações dos decretos anticovid-19, mas a distração no trânsito parece evidente. Seriam as preocupações do dia, celular, imprudência? Enfim, vários acidentes poderiam ter sido evitados se o motorista estivesse fazendo o que tem que fazer: ter atenção total no ato de dirigir.

Atenção, ciclistas

Antigamente, andar de bicicleta na contramão ou “furando” sinalizações era normal. Mas o Código de Trânsito mudou isso. E com o crescimento de adeptos do pedal é importante seguir regras. Por exemplo: ciclista não deve andar em sentido contrário à via, furar sinal vermelho ou mudar de faixa sem indicar a intenção (pode ser com aceno do braço). Tudo isso está no CTB. Sempre lembrando: ciclistas e pedestres têm prioridade no trânsito.

Casas na BR

Cena perigosa nas moradias junto à BR-116, no bairro Santos Dumont, limite de São Leopoldo e Novo Hamburgo: um veículo foi pegar rua lateral de acesso a Novo Hamburgo e quase derrapou em direção a uma casa. Freou e, refeito do susto, seguiu.

Perigo

As casas coladas à rodovia são um risco, pois se trata de espaço proibido para construções. Nada aconteceu até hoje, mas é uma tragédia anunciada para as famílias que ali moram

O preço no app

Virou regra: quando a gasolina aumenta muito, alguns postos resolvem destacar em letras garrafais o valor em apps ou promoções de fidelidade. O aviso fica em letras menores e aí, só quando chega na bomba, é que o motorista vê o preço sem promoção.

Aliás, já falamos algumas vezes disso, mas é incrível a diferença entre o preço do litro da gasolina no valor normal e no cobrado no aplicativo e/ou promoção. Em alguns postos da região (que cobram R$ 3,79 no app) ela chega a 40 centavos, ou seja, 20 reais em um tanque de 50 litros.

Voto é importante

A insatisfação com a política cresce nas ruas (e redes sociais), e faltando menos de um mês para o pleito é grande o número de pessoas que pensam em votar em branco ou nulo. Vale lembrar: apesar de ser um direito não significa nada. Os votos simplesmente são considerados inválidos.


O artigo publicado neste espaço é opinião pessoal e de inteira responsabilidade de seu autor. Por razões de clareza ou espaço poderão ser publicados resumidamente. Artigos podem ser enviados para opiniao@gruposinos.com.br
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