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Artesanato com sotaque baiano em Tramandaí

Vendedores ambulantes trabalham debaixo do sol e percorrem quilômetros na beira do mar para garantir o sustento da família no resto do ano

Publicado em: 13.01.2022 às 08:00 Última atualização: 13.01.2022 às 09:07

Eles disputam a atenção dos veranistas nas praias do Litoral Norte. Alguns são moradores locais, outros vêm de muito longe. Durante os meses da alta temporada, de dezembro a março, os vendedores ambulantes trabalham debaixo do sol e percorrem quilômetros na beira do mar para garantir o sustento da família no resto do ano.

Artesão percorre mais de 3 mil quilômetros, da Bahia até Tramandaí, para vender suas peças durante a temporada
Artesão percorre mais de 3 mil quilômetros, da Bahia até Tramandaí, para vender suas peças durante a temporada Foto: PAULO PIRES/GES

É o caso do artesão Antônio Macedo, 51 anos, que trabalha nas areias da praia de Tramandaí, há 10 anos. Ele percorre todos os anos 3.046 km de Cipó, na Bahia, até o litoral gaúcho para comercializar o artesanato com conchas de mariscos produzido ao longo dos últimos meses pela família. "O movimento estava muito bom, porém caiu um pouco após o ano-novo. Mas a cidade está cheia nos finais de semana, a praia está dando para trabalhar legal", conta Macedo que pretende permanecer na cidade até o mês de maio.

Adriana percorre a orla gaúcha vendendo seu artesanato pela primeira vez
Adriana percorre a orla gaúcha vendendo seu artesanato pela primeira vez Foto: Diego da Rosa/GES
Quem divide as areias da praia de Tramandaí com Macedo é sua conterrânea baiana, a vendedora Adriana Maria dos Reis, 46, que desembarcou no Rio Grande do Sul em 17 de dezembro pela primeira vez. Assim como o artesão, ela percorre a orla com o seu carrinho que chama a atenção pelos enfeites feitos com conchas dos mais variados tamanhos. O objetivo de Adriana é fazer aqui as vendas que não tem conseguido em seu Estado. "Lá as coisas estão difíceis, daí meu patrão, que já vem para cá há nove anos, me aconselhou a vir e vender aqui."

Para chegar ao Litoral ela encarou uma longa viagem de ônibus. Mas prestes a completar um mês em praias gaúchas, Adriana se diz satisfeita com a recepção. "Estou vendendo bem e o pessoal aqui é muito educado, estou gostando bastante" conta Adriana.

Trabalho manual

O trabalho não começa na beira-mar, mas na montagem dos enfeites que utilizam dezenas de conchas de marisco. Tudo que eles trazem no carrinho é feito por suas próprias mãos, um trabalho delicado que pode levar em torno de 5 horas. Na disputa pela venda com outros ambulantes, o destaque fica por conta da exuberância dos carrinhos. "Chama atenção e atrai bastante gente", diz Adriana. As peças variam de tamanho e os preços, que vão de R$ 20 a R$ 140.

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