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Notícias | São Leopoldo PLANTAS MEDICINAIS

Produção do projeto Farmácia Viva avança em São Leopoldo

Parceria para a produção de fitoterápicos começa a apresentar seus primeiros resultados na cidade

Por Alecs Dal'Ollmo
Publicado em: 23.11.2021 às 03:00 Última atualização: 23.11.2021 às 10:37

Um projeto aprovado. Parceiras para implementar e depois a etapa de ações. Cultivo e coleta de plantas medicinais. Depois o processamento e armazenamento, até chegar na manipulação e distribuição de medicamentos fitoterápicos no âmbito do Sistema Único de Saúde, o SUS. Processo complexo que envolve o projeto Farmácia Viva que está proporcionando os primeiros resultados. Ainda há muito para avançar, mas devagar e depois de uma longa pausa forçada das ações por conta da pandemia, o projeto dá seus frutos. Na verdade, camomilas.

Colheita para a Liga Feminina de Combate ao Câncer
Colheita para a Liga Feminina de Combate ao Câncer Foto: PMSL/Divulgação

A primeira colheita do projeto Farmácia Viva, parceria entre Prefeitura e Unisinos, teve como destino a Liga Feminina de Combate ao Câncer e o setor de Oncologia do Hospital Centenário. Foram doados um conjunto de 100 sachês de camomila, que é utilizada no alívio da dor em forma de chá e também como compressa para atenuar o desconforto das radioterapias.

A entrega foi efetuada pela diretora da Farmácia Municipal, Fabiana Ribeiro, uma das responsáveis pela implantação da Farmácia Viva em São Leopoldo. A iniciativa envolve Prefeitura, Centro Estadual de Educação Profissional Visconde de São Leopoldo (Colégio Agrícola), que está sendo preparado para o cultivo, e os cursos de graduação de Ciências Biológicas e Engenharia Agronômica, além do Mestrado em Nutrição e Alimentos da Unisinos.

Parceria

São Leopoldo passará a integrar a fitoterapia como opção terapêutica para a população a partir de um projeto elaborado ainda em 2019 e que ganharia espaço de ação em 2020. Mas a pandemia adiou um pouco os planos. "Na verdade, o projeto parou na pandemia e agora que estamos voltando", conta Fabiana. O projeto existe por conta da parceria entre a Escola de Saúde da Unisinos e a Prefeitura, que foi contemplada por edital do Ministério da Saúde, para a criação da "Farmácia Viva Pe. Clemente". O nome é em homenagem ao Padre Clemente José Steffen, que foi professor da Unisinos e pesquisador reconhecido no estudo de plantas medicinais.

20 cidades

Conforme dados da Unisinos, com base no projeto, em todo o País, 144 municípios enviaram propostas, mas somente 20 foram selecionados para receber o modelo de Farmácia Viva. Quatro delas no Estado: São Leopoldo, Capão Bonito, Pontão e Farroupilha. Pelo projeto, dez plantas medicinais podem ser produzidas em uma área livre de fitossanitários e uma estufa.

Elas servirão de fonte de matéria-prima para a manipulação de dez fitoterápicos. No momento, oito plantas medicinais serão cultivadas e manipuladas em laboratório: tintura de melissa, cápsula de maracujá, tintura de boldo, tintura de tansagem, tintura de malva, creme de camomila, sachê de camomila e pomada confrei.

Cultivo, Santa Marta e adequações

"O trabalho de cultivo está sendo feito no momento na Santa Marta (junto a ESF Santa Marta). Lá foi plantado a camomila. O pessoal está cultivando a tansagem também, mas ainda não está finalizado", destaca Fabiana. "No Colégio Agrícola ainda não tivemos produção porque tem mais adequações no solo para fazer. Lá estamos só fazendo produção das novas mudas. Estamos fazendo alguns ajustes no projeto para melhor adequação. Também estamos fazendo um termo de colaboração com a Unisinos para dar mais celeridade a execução das ações", destaca Fabiana. A assistente social da Liga, Rosângela Leal, destaca a importância da ação. "É incrível a eficácia deste chá nos pacientes em tratamento de câncer e até mesmo como chá para degustar. No local das radioterapias ficam lesões iguais a queimaduras e a camomila é usada para fazer compressas, funcionando como calmante e cicatrizante."

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