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Notícias | São Leopoldo CONTRA A DENGUE

Agentes vão às ruas para novo levantamento sobre o mosquito Aedes aegypti

Trabalho em São Leopoldo, que tem risco médio para infestação, envolve visitas e coletas nos bairros da cidade

Por Alecs Dall'Olmo
Publicado em: 23.11.2021 às 03:00 Última atualização: 23.11.2021 às 14:58

Novembro conta com o Dia Nacional de Combate ao Mosquito Aedes aegypti. A data foi lembrada no último dia 19. O mosquito é responsável por transmissão de dengue, zika e chikungunya. Na verdade, todos os dias deveriam ser de combate, especialmente agora com a temperatura subindo e a chuva marcando presença.

Nesta segunda-feira, agentes estiveram no bairro Jardim das Acácias
Nesta segunda-feira, agentes estiveram no bairro Jardim das Acácias Foto: Diego da Rosa/GES

Combinação calor e água limpa parada é situação promissora para a proliferação do mosquito. Em São Leopoldo, iniciou-se ontem uma nova força-tarefa com agentes de endemias, da Secretaria Municipal da Saúde (Semsad), nas ruas para colocar em execução o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, o LIRAa, do ano.

"Em setembro (quando foi realizado o último LIRAa na cidade) o Município foi considerado de infestação de médio risco", conta Matheus Willians Severo, superintendente de campo da Vigilância Ambiental.

Ontem Severo estava nas ruas com outros agentes para o trabalho, que envolve visitas nas casas e coleta de amostras.

Conscientização

E mais: envolve destacar sempre e mais uma vez a importância dos cuidados. "Precisamos de mais consciência dos moradores a respeito da infestação", destaca ele. Entre as ações que cada um pode fazer está simplesmente não deixar água parada, água acumulada nos pátios, sacadas.

No último levantamento, feito somente em setembro, após a interrupção por conta da pandemia, os bairros com mais coletas de larvas do Aedes aegypti foram Campina, Scharlau, Santos Dumont e Rio dos Sinos, além da Vila Brás.

Nesta segunda-feira, os trabalhos iniciaram-se pelo bairro Feitoria e seguem até a próxima semana, incluindo ações no final de semana.

Hoje, dia 23, as equipes estarão nos bairros Campestre, Santo André, Pinheiro, Rio Branco e Fazenda São Borja.

Para fazer o LIRAa, os agentes percorrem aproximadamente 600 quarteirões, realizando em média 3,5 mil visitas no período de duas semana. Uma maratona essencial para a saúde de todos e que precisa muito da colaboração da população.

Diagnóstico

A partir das informações recolhidas por meio do LIRAa, que é um processo exigido pelo Ministério da Saúde para que os municípios tenham um diagnóstico dos locais mais propensos para a proliferação do mosquito transmissor, Vigilância Ambiental elabora uma estratégia preventiva de atuação.

Os agentes de combate às endemias realizarão as visitas domiciliares identificados, usando máscaras e são orientados a manter o distanciamento social.

Para a coleta será necessária a entrada dos agentes de endemias nas residências, nos pátios. Nesse sentido, a equipe da Semsad solicita compreensão e idêntico cuidado por parte dos moradores.

Cuidados

"Todos nossos agentes estão cientes do momento. Além disso, por serem profissionais da saúde, estão com o ciclo vacinal completo. Os moradores podem ficar tranquilos, mantendo os mesmos cuidados", enfatiza Severo.

Segundo o Ministério da Saúde, de 3 de janeiro a 9 de outubro de 2021, o País registrou 479.745 casos de dengue e foram confirmadas 199 mortes por dengue.

Em São Leopoldo, houve registro de três casos da doença neste ano nos bairros Centro, Rio dos Sinos e Feitoria. Em 2020, foram seis contaminados.

Essencial apoio e colaboração da população

"Apesar da Covid-19 ainda ser uma realidade presente, não podemos descuidar das demais doenças que permanecem no nosso cotidiano. O LIRAa é um processo mais intenso, que abrange toda a cidade e nos apresenta uma situação do momento. Pedimos a colaboração da população para que recebam os agentes de combate às endemias nas suas casas. O trabalho deles é fundamental para verificar a presença do mosquito ou de larvas. Eles estão identificados com coletes, crachás e estarão usando máscaras", ressalta o secretário da Saúde, Marcel Frison.

O controle vetorial e a prevenção são realizados pela Vigilância Ambiental com base nas Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. A equipe da Vigilância Ambiental conta com duas biólogas, uma residente em Biologia, dois veterinários e 21 agentes de combate às endemias (ACEs). Além do levantamento, há um trabalho de prevenção feito diariamente com visitas domiciliares e em pontos estratégicos, como cemitérios, borracharias e floriculturas. "Tem que estar sempre atenta. No verão aqui tem muito mosquito. Fico sempre cuidando os vasinhos de flor e a água dos cachorros", ressalta a dona de casa Ana Maria Dornelles, 52 anos.

Coleta de formas imaturas do mosquito

Com o LIRAa, a meta é alcançar todos os bairros de São Leopoldo. Para dinamizar o trabalho, os servidores se dividem em duplas que ficam responsáveis por um quarteirão. Trata-se de uma metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde para a determinação do Índice de Infestação Predial (IIP) Aedes aegypti, de maneira rápida, auxiliando no direcionamento das ações de controle e na avaliação das atividades desenvolvidas. Os bairros são agrupados em sete estratos, dos quais são sorteados os quarteirões que serão visitados. São inspecionados 20% dos imóveis de cada quarteirão sorteado para a coleta de formas imaturas do mosquito, larvas ou pupa.

Região em alerta

No último LIRAa de Sapucaia do Sul, que foi realizado em outubro, os dados apontaram para baixa infestação nos bairros. Os agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde vistoriaram ao todo 1.495 imóveis, sendo identificadas larvas de Aedes aegypti em nove imóveis. Mas a elevação da temperatura acarretará, na avaliação da Vigilância Ambiental, em aumento da proliferação do inseto. Por esse motivo a atenção deve ser constante.

Na última semana, por exemplo, a Vigilância Ambiental de Sapucaia do Sul promoveu uma ação intensiva de alerta, ressaltando como a comunidade pode ajudar na prevenção contra o mosquito, destacando para os moradores evitarem de deixar água parada em vasos de plantas, manter garrafas e latas tampadas, além de fazer a manutenção em piscinas. Também manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos.

Em Esteio, na primeira pesquisa do ano, realizada em abril o Índice de Infestação Predial (IIP) médio de Esteio foi 1,5, classificado como satisfatório pelo Ministério da Saúde. Já no segundo LIRAa, com coletas em junho, Esteio ficou com o IPP médio de 9,1, considerado como de alto risco. A cidade realizou ainda um terceiro levantamento em setembro com visitas em 1,4 mil residências em todos os bairros da cidade.

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