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Notícias | Rio Grande do Sul LITORAL NORTE

Polícia indicia por homofobia ex-funcionária de farmácia que enviou áudio discriminatório

Mulher citou características que deveriam ser observadas durante o processo de contratação, e orientou equipe a 'cuidar das aparências' e escolher candidato 'que não vire a mão'

Publicado em: 25.01.2022 às 17:35

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava o envio de um áudio com conteúdo discriminatório por parte de uma gestora da Rede de Farmácias São João a uma equipe de funcionários do Litoral Norte. Identificada pela Polícia e pela própria empresa, a mulher foi indiciada pelo crime de homofobia, enquadrado na Lei nº 7.716/1989. A pena em caso de condenação varia de 2 a 5 anos de reclusão.

Nesta semana, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário da Comarca de Tramandaí. A ex-funcionária, que acabou sendo demitida pela rede, responde em liberdade. Durante a investigação, ela assumiu ter enviado a mensagem, se disse arrependida e alegou sofrer sobrecarga de trabalho.

O áudio de teor discriminatório circulou amplamente no mês de outubro nas redes sociais. Nele, a mulher usa termos pejorativos, cita características que deveriam ser observadas durante o processo de contratação de colaboradores e orienta a equipe a "cuidar as aparências".

"Vocês sabem que feio e bonito é o mesmo preço, né gente? (...) Pessoas muito gordas, vocês sabem que... Então assim, cuidem as aparências. (...) Se pegar alguém, né, com todo o respeito, 'veado' e tudo mais, tem que ser uma pessoa alinhada, que não vire a mão", recomenda.

A rede São João chegou a classificar o áudio como "fake news", mas, depois, abriu uma Sindicância Administrativa Interna para apuração dos fatos e constatou que o conteúdo foi mesmo enviado pela gestora, que atuava no Litoral Norte. À época, a empresa disse que a mensagem foi repassada sem o conhecimento da direção e "por meio de um canal paralelo, não reconhecido oficialmente pela empresa". 

O Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT/RS) informou nesta terça-feira (25) que "o inquérito que investiga o caso ainda está em andamento". Também afirmou por nota que "expediu uma recomendação à empresa para prevenir qualquer tipo de discriminação no âmbito das relações de trabalho". O prazo para comprovação da adoção das medidas recomendadas vence no fim de fevereiro.

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