Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | Rio Grande do Sul 2º DIA DE JULGAMENTO

'Não soou alarme, não estava clara a rota de saída, também não teve iluminação', diz sobrevivente da Kiss

Emanuel Almeida Pastl, de 27 anos, prestou depoimento nesta quinta-feira (2), segundo dia de julgamento em Porto Alegre

Publicado em: 02.12.2021 às 11:52 Última atualização: 02.12.2021 às 13:49

A primeira vítima a depor no segundo dia de julgamento do caso da Boate Kiss foi Emanuel Almeida Pastl, de 27 anos. O sobrevivente relatou que na noite de 27 de janeiro de 2013 foi à boate, acompanhado do irmão gêmeo e de alguns amigos, para comemorar seu aniversário. À época, ele estudava Engenharia de Minas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas seu irmão era universitário na Federal de Santa Maria, por isso escolheram o local.

Em seu depoimento, nesta quinta-feira (2), a vítima destacou que havia uma única porta de emergência na boate, o que dificultou a fuga quando o incêndio começou. Também afirmou que a porta de entrada e saída era a mesma. "Quando deu o princípio de incêndio, não soou nenhum alarme e não estava clara a rota de saída de emergência, também não teve iluminação", relatou.

Sobrevivente Emanuel Almeida Pastl, de 27 anos, depõe em julgamento da Kiss
Sobrevivente Emanuel Almeida Pastl, de 27 anos, depõe em julgamento da Kiss Foto: Reprodução/YouTube/TJRS

Emanuel respondeu a perguntas do juiz Orlando Faccini Neto, do Ministério Público, das defesas dos réus e dos jurados. Ele lembrou que, num primeiro momento, achou que o tumulto na boate se devia a uma briga. Logo depois, avistou a fumaça cinza e percebeu que, na verdade, se tratava de um incêndio. 

"Com a presença de fumaça e a alta temperatura, pessoas entraram em estado de pânico, a iluminação se apagou e som também. Ficou uma situação terrível, realmente foi horrível", descreveu. "Puxei meu celular para tentar iluminar o chão, a iluminação de emergência não funcionou."

Emanuel continuou: "Bateram em mim, meu celular caiu no chão, bateram em mim de novo, eu caí no chão. Eu me lembro que ali [no chão] estava muito fresco e muito bom, mas fiz esforço para levantar, para continuar a evasão".

Como estava perto da porta de emergência, ele conseguiu deixar a boate momentos antes da chegada do Corpo de Bombeiros. Ele estima que tenha levado de três a quatro minutos para sair do local. Na confusão, Emanuel perdeu de vista o irmão gêmeo, mas ele também conseguiu sair e sobreviveu.

"Fiquei hospitalizado, fui entubado. Fiquei com bronquiolite, uma doença pulmonar crônica, uma sensibilidade no pulmão. Tive síndrome do pânico, mas depois tudo estabilizou", contou.

Depoimento previstos para o dia

Na sequência, presta depoimento a vítima Jéssica Montardo Rosado. Para o início da tarde, estão previstos os depoimentos da testemunha de acusação Miguel Ângelo Teixeira Pedroso e das vitimas Lucas Cauduro Peranzoni, Érico Paulus Garcia e Gustavo Cauduro Cadore. Acompanhe a transmissão ao vivo

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.