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Notícias | Rio Grande do Sul PORTO ALEGRE

Duas semanas depois, outro voo precisa retornar ao Salgado Filho após colisão com aves

Avião da Latam seguiu procedimentos normais de segurança após ocorrência sem qualquer tipo de risco ao voo

Publicado em: 01.12.2021 às 11:23 Última atualização: 01.12.2021 às 11:45

Duas semanas depois, outro voo precisou retornar ao Aeroporto Internacional Salgado Filho devido a uma colisão com pássaros após decolar de Porto Alegre. O registro é do início da noite da última segunda-feira (29).

Não houve qualquer tipo de risco e o procedimento de abortar a viagem para revisão da aeronave é normal na aviação justamente para garantir a segurança. Ocorrências envolvendo pássaros são comuns no Brasil, segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Trajeto do voo da Latam que colidiu em ave próximo ao Salgado Filho
Trajeto do voo da Latam que colidiu em ave próximo ao Salgado Filho Foto: Reprodução

O avião modelo A321 da Latam – prefixo PT-MXM, fabricado em 2014 e com capacidade para 220 passageiros –, fazia o voo 3090 com destino a Brasília quando houve a colisão com pássaros. A decolagem foi às 19h34 na cabeceira da pista que fica próxima à BR-116.

Dados do site de monitoramento FlightRadar24 apontam que o ritmo de subida diminui após cerca de três minutos e o voo estabiliza na faixa de 9 mil pés. A aeronave voa até aproximadamente a região de Nova Petrópolis e inicia o procedimento de retorno ao aeroporto, já sobrevoando o Vale do Paranhana.

O pouso aconteceu em situação normal às 20h12, segundo o FlightRadar24. De acordo com a Latam, os passageiros foram acomodados no voo 9000 que deixou Porto Alegre às 2 horas da madrugada de terça e chegou a Brasília às 4h17.

Após passar por revisão ao longo da terça-feira (30), o Airbus prefixo PT-MXM cumpriu o voo 9426 no início da manhã desta quarta-feira (1º), com destino a Guarulhos. Decolou às 5h21 e pousou em São Paulo às 6h42.

A Latam confirmou o incidente. A Fraport, que administra o aeroporto de Porto Alegre, também confirmou a colisão com pássaros no início da noite de segunda-feira, mas pontuou que não há confirmação de que tenha sido na área do aeroporto. Frisou que adota ações previstas em regulamentos e práticas internacionais para controlar este tipo de situação.

O caso de duas semanas atrás

Duas semanas atrás outro jato da Latam colidiu com pássaros ao decolar do Salgado Filho. O A321 prefixo PT-XPC cumpria o mesmo voo – 3090, com destino a Brasília – e a ocorrência foi segundos após deixar a pista. Câmeras de monitoramento mostraram o que na aviação se chama de "pipoco" no motor, ou seja, pequenas chamas geradas após o pássaro ser "sugado" pelo motor. Naquele dia o avião também retornou para o Salgado Filho em segurança.

Mais comum do que se imagina

Ocorrências envolvendo pássaros são mais comuns do que se imagina no Brasil. Do início do ano até a manhã desta quarta-feira, o Cenipa tinha 8 mil registros em todo o País. A ampla maioria é classificada como "avistamento", ou seja, quando não há colisão. Este tipo de incidente é mais comum nos aeroportos de Guarulhos, Galeão (Rio de Janeiro) e de Brasília.

Em entrevista recente a um programa da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o comandante e consultor técnico da entidade, Raul Souza, explicou que os registros de "bird strike" são comuns. "São em média seis colisões por dia", disse, frisando que o risco de problemas maiores no voo ou até mesmo queda do avião "é muito improvável".

Quando o 'bird strike' vira filme

Um dos mais emblemáticos casos de colisão com pássaros na aviação comercial foi em 2009 em Nova York, nos Estados Unidos. Tanto que virou filme de sucesso anos depois.

Um Airbus A320 da US Airways com 155 pessoas a bordo perdeu os dois motores após colidir com gansos logo na decolagem, no aeroporto de LaGuardia. Sem condições de chegar a qualquer aeroporto da região por falta de potência no avião, o piloto optou por planar e pousar no Rio Hudson.

A história virou o filme "Sully: o herói do Rio Hudson" (2016), de Clint Eastwood e estrelado por Tom Hanks. O ator representa o comandante Chesley "Sully" Sullenberger, que toma a decisão de pousar no Hudson em um dia gélido em Nova York. Todos os ocupantes do avião se salvaram.

A história prova que, na aviação, a preparação e a segurança são fundamentais e evitam tragédias.

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