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Notícias | Região VALE DO SINOS

Vídeos mostram carros de som em bairros de Novo Hamburgo com mensagens contra vacinação de crianças

Uma narração padrão chama imunizante de "vacina experimental"

Publicado em: 26.01.2022 às 11:31 Última atualização: 26.01.2022 às 14:27

Registros feitos na manhã desta quarta-feira (26) mostram que ao menos dois veículos circulam com alto-falantes reproduzindo uma mesma mensagem antivacina em Novo Hamburgo. Moradores enviaram vídeos que mostram os veículos em ruas da área central e dos bairros Rondônia e Liberdade.

Até o momento, as gravações mostram que são dois veículos, uma Fiorino e um Fiat Uno brancos. Na narração diz: "Atenção, pais: Nós todos temos o dever de saber que não é obrigatória a vacina experimental em nossos filhos. E que as escolas não podem exigir e muito menos impedir o acesso de nossos filhos às salas de aula por não terem feito a vacina. E os fabricantes não garantem a eficácia e não se responsabilizam pelos efeitos colaterais." A mensagem ainda segue falando de possíveis consequências da aplicação da dose.

Por volta das 12 horas, a Guarda Municipal apreendeu dois carros. Um Fiat Uno no bairro Guarani e uma Fiorino no Centro.

Recentemente, o Ministério da Saúde autorizou a vacinação contra a Covid-19 em crianças. Os imunizantes da Pfizer e da Coronavac foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem aplicados em crianças. Ou seja, a mensagem mente quando chama a vacina de experimental.

A Prefeitura recebeu denúncias e investiga o caso.

“Vacina não tem nada de experimental”, diz cientista

O cientista Fernando Spilki explica que a vacina contra a Covid-19 já foi aplicada em mais de dez milhões de crianças no mundo e considera criminosa a mensagem divulgada nas ruas de Novo Hamburgo. “É um absurdo, uma falta de civilidade, inclusive de carinho com as próprias crianças que, hoje em dia, são o grupo que tem se hospitalizado grandemente em virtude de ser um grupo não vacinado.”

Segundo Spilki, que é mestre em virologia, “o recorte mais interessante sobre a segurança dessa vacina foi quando fecharam oito milhões de vacinações nos EUA. Um total de 32 crianças reportaram miocardite, que foi tão discutida. Na verdade, esse índice é mais baixo do que a miocardite ocorre normalmente em virtude de infecção por outros vírus. Nenhuma criança destas foi hospitalizada [por causa da vacina].”

Para ele, as informações propagadas pelos carros de som são contrárias ao que o mundo precisa nesse momento. “É uma mensagem que vai contra àquilo que a gente mais precisa nesse momento que é a vacinação para evitar que as pessoas evoluam para um quadro mais grave que pressionem o sistema de saúde, que já pode ser pressionado, pelo que a gente vê em outros estados. Então, absolutamente lamentável, esses argumentos são completamente infundados. Nós não estamos tomando nenhuma vacina experimental. Nem os adultos, nem as crianças.”

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