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Notícias | Região Economia

Abicalçados prevê retomada na produção e exportação de calçados

Embora os números sejam otimistas, em relação ao ano de 2019 há decréscimo em todos os segmentos do setor coureiro-calçadista

Por Juliana Nunes
Publicado em: 13.01.2021 às 18:15 Última atualização: 13.01.2021 às 21:31

Indústria calçadista Foto: Hugo Delgado/Divulgação
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) realizou uma coletiva na tarde desta quarta-feira (13) para falar sobre o cenário do setor coureiro-calçadista em 2020 e as projeções para este ano. A estimativa é que a produção de pares de calçados chegue a 810,6 milhões em 2021. O número representa um crescimento de 14,1% ante 2020, porém em comparação ao ano de 2019 é uma queda de 10,3%. A estimativa revela que, embora haja aumento na produção, ela se equivale ao patamar de 16 anos atrás.

O que esperar da indústria calçadista para 2021? Leia aqui

As exportações seguem a mesma linha, conforme balanço da Abicalçados.  A venda do calçado verde e amarelo deve representar crescimento de 14,1% ante 2020. "Tivemos a redução de 200 milhões de pares perante 2019. A novidade positiva que aconteceu no ano passado foi que novembro foi superior a novembro de 2019. Isso até alterou a projeção inicial que tínhamos de perda de produção, em torno de 25%, projeção passa a ser queda de 21,8% em relação a 2019. Retroagimos a 2004, 2005", avalia o presidente da entidade, Haroldo Ferreira.

Destino do calçado brasileiro

Os Estados Unidos seguem como o principal destino dos calçados brasileiros, seguido da Argentina e da França. "Em 2021, a França deve ultrapassar a Argentina", adianta Ferreira. Sobre as importações, o antidumping segue como a principal pauta da entidade. "Cada par não produzido no Brasil é geração de emprego a menos", completa.

Empregos no setor

O saldo de empregos no setor calçadista, entre  janeiro e novembro do ano passado foi negativo. O Brasil perdeu 13,4 mil postos, conforme levantamento da Abicalçados. As demissões se concentraram principalmente nos meses mais críticos, de março a junho, quando cerca de 60,1 mil postos de trabalho foram fechados no País.


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