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Fatos históricos para compartilhar nas redes sociais

Equipe do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo reforça o contato e destaca no universo virtual imagens, documentos e histórias da região

Por Alecs Dall Olmo
Publicado em: 03.08.2020 às 03:00 Última atualização: 03.08.2020 às 08:17

Espaço virtual com imagens que fazem parte da história como as lavadeiras junto à ponte 25 de Julho bem no Centro Foto: Acervo MHVSL/Divulgação
A equipe do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (MHVSL) tem utilizado as redes sociais para destacar fatos importantes. Espaços virtuais essenciais para deixar a história mais próxima de todos. Há ainda os boletins informativos encaminhados para várias pessoas e colaboradores. Tudo para falar da história em redes como Facebook (www.facebook.com/mhvsl/) e Instagram (@museu_mhvsl).

"Procuramos vincular com alguma data próxima histórica ou com algum evento similar do presente", ressalta presidente do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, Cássio Tagliari, sobre os critérios para destacar os registros. "Tem muito assunto interessante e que é importante. Mas nem sempre há tempo e condições para realizar a pesquisa. Outro critério importante é ter foto. Como se trata de mídia social, a questão da imagem chama a atenção das pessoas."

Imagem

Com a proposta de trabalhar a imagem, Tagliari explica que se escolhe geralmente a foto e daí se prepara o texto. "Então, temos que 'alinhar' todos os fatores para uma publicação. Às vezes se consegue fazer várias." Em 2019, a média era de um texto por semana, além de reportagens publicadas. "Esse ano, estamos um pouco mais fracos nessa questão, justamente em função da falta de braços e tempo pra irmos além." Apesar da redução do volume, o trabalho chama a atenção, pois envolve nomes históricos e a relação com os fatos, como ocorre com a própria pandemia.

O MHVSL lembrou em suas redes, por exemplo, outras pandemias, como a de cólera em 1855 e 1867, que assolaram o mundo e atingiram também São Leopoldo, destacando a organização da para enfrentar o problema e também o trabalho de profissionais, como o Dr. João Daniel Hillebrand. Outro dado histórico da saúde nos registro do MHVSL, com fotos e textos, remete a gripe espanhola que também atingiu a região de São Leopoldo em outubro de 1918. E há informações mais leves, mais curiosas como a construção das torres de edifícios Bento Gonçalves e Osvaldo Aranha, na esquina das ruas de mesmo nome. E arte: como a postagem sobre Gramofone, uma invenção do alemão Emil Berliner em 1888. Na publicação, Tagliari reforça: aqui no museu nós já colocamos ele pra tocar.

Marcha do Imigrante

O 25 de julho de 2020 ganhou um clipe especial com a Marcha do Imigrante, disponível nas redes do MHVSL. Em 2019, foi, por exemplo, organizada uma mostra para colocar a história no meio do caminho, no Bourbon Shopping, com a exposição Imigração Alemã, com fotos, painéis, objetos de uso dos imigrantes e livros, como um exemplar da Bíblia de 1765 a partir de tradução de Martin Lutero. Tudo com o objetivo de aproximar a história da comunidade. E tem muito material para ganhar espaço nas redes. Muito para ser digitalizado.

O acervo do MHVSL que conta com mais de 10 mil objetos, 25 mil livros, 85 mil fotos, 9 mil periódicos e 12 mil documentos únicos e raros sobre a imigração alemã e história. Entre os objetos, são encontrados louças, móveis, instrumentos musicais, bandeiras de sociedades e medalhas. O museu é mantido com doações, mantenedores e trabalho de voluntários. Na última semana, além de destacar a data máxima da imigração alemã, a equipe do MHVSL também lembrou de curiosidades que fazem parte da história no mês de julho, como a ultima edição da etapa São Leopoldo, há 57 anos, da competição de corrida de rua automobilística.

 

Chácara de João Dutra

Entre os últimos destaques a casa da chácara Quinta São Manoel de João Dutra Foto: Acervo MHVSL/Divulgação
Recentemente, nas redes, o destaque foi para João Fialho Dutra, um importante pesquisador na área de ciências naturais e que dá nome ao Herbário Municipal. Na imagem, a chácara Quinta São Manoel, onde passava boa parte do tempo, no bairro São José.

 

Mais de seis décadas

Fundado em 20 de setembro de 1959, o museu conta com um acervo com objetos, livros, cartas, jornais, documentos e outros elementos que se referiam à história da imigração e colonização alemãs na região que formava a então Colônia de São Leopoldo.

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