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Com regras de distanciamento, especialistas analisam como serão as eleições de 2020

Pandemia faz com que se preveja um pleito inusitado, em que devem ser reforçados os meios de contato com os eleitores

Por João Victor Torres
Publicado em: 03.08.2020 às 08:00 Última atualização: 03.08.2020 às 10:09

Vem aí uma eleição totalmente diferente. A primeira delas, inclusive, está ligada ao adiamento do pleito. Inicialmente marcado para 4 de outubro, foi transferido e ocorrerá dia 15 de novembro. Com as mudanças impostas à sociedade, a forma de fazer campanha também será diferente este ano. "Esta eleição será 'sui generis, sem precedentes em nossa história política, pois não teremos até a data do pleito possibilidades de ir e vir sem restrições, devido à Covid-19", reitera o doutor em Ciência Política e professor da Universidade Feevale Everton Rodrigo dos Santos.

Digital em alta

Em função disso, a Internet terá papel importantíssimo na relação entre candidato e eleitor. "Penso que haverá uma intensificação, como já temos, mas de forma muito mais forte das redes sociais, das lives, do Facebook, e do Instagram", acrescenta Santos.

Sócio-fundador da Agência Critério, Cléber Benvegnú segue a mesma linha de raciocínio. "Atividades de rua e mobilização de massa, que nas outras eleições ocorriam menos, nessas haverão de ocorrer menos ainda", afirma, ao ressaltar o protagonismo das mídias digitais neste pleito atípico, que renovará prefeitos e vereadores nos 497 municípios gaúchos.

Por outro lado, Benvegnú sinaliza que levará vantagem quem conseguir estabelecer um contato personalizado com o eleitor e que as redes sociais são, na prática, canais de relacionamento e interação. "O digital não pode ser só uma campanha de disputa de card ou de vídeo mais bonito, porque nesta teremos uma verdadeira poluição visual de informação", acrescenta.

Eleitor deve optar por esperança e verdade

Costumeiramente, candidatos lidam com o distanciamento da população à política. Agora, pela impossibilidade do contato físico, o discurso será preponderante. Benvegnú acredita que quem for transparente com o eleitor estará mais próximo de conquistá-lo. "Vai ganhar muita credibilidade o candidato que disser 'isso eu não vou conseguir fazer' ou 'não vou conseguir cumprir'. Apesar de as pessoas estarem precisando de uma esperança no pós-pandemia, ela não pode ser vaga e terá que ser baseada no concreto."

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