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Notícias | Especial Coronavírus Corrida pela vacina

Nova remessa de CoronaVac atenderá apenas 14,7% das 430 mil pessoas com 2º dose em atraso

Ministério da Saúde entrega 63,6 mil doses ao Rio Grande do Sul neste sábado

Por Micheli Aguiar
Publicado em: 07.05.2021 às 09:21 Última atualização: 07.05.2021 às 09:21

Coronavac tem sido entregue a conta gotas aos estados Foto: Inézio Machado/GES
O Rio Grande do Sul recebe neste sábado (8) 63,6 mil doses de CoronaVac. As vacinas serão usadas especificamente para aplicação da segunda dose em pessoas com esquema vacinal atrasado há mais de 28 dias. A quantidade, entretanto, atenderá apenas 14,7% dos 432.930 gaúchos que aguardam para completar as duas doses com o imunizante produzido pelo Instituto Butantan. 

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), faltam 8.690 doses da CoronaVac para concluir o esquema vacinal de idosos que receberam doses da remessa distribuída no dia 20 de março. Há também necessidade de 223.400 doses para os vacinados com a remessa distribuída no dia 26 de março. E no dia 30 de abril venceu o intervalo de 28 dias de mais 200.840 doses distribuídas no dia 2 de abril.

Desde metade de abril, o Ministério da Saúde vem reduzindo o envio do imunizante por conta da ausência da vacina. Isso ocorreu porque o Instituto Butantan, que produz a última etapa do imunizante no Brasil, recebeu com atraso o IFA (insumo farmacêutico ativo), por parte da China. O insumo chegou em 15 de março, uma semana após o prazo.

Na sexta-feira da semana passada, o Butantan entregou doses ao MS. Parte desta remessa chegou ao Estado no final de semana e foi distribuída aos municípios  na última terça-feira. Para as cidades da área de cobertura do Grupo Sinos foram entregues apenas 31.780 doses. Com isso, os municípios retomaram a aplicação da segunda dose da CoronaVac, mas ainda em passos lentos e somente por agendamento. 

A carga de 63,6 mil que chega amanhã ao Estado faz parte da remessa de 1 milhão de doses entregue ontem pelo Butantan ao MS. Na próxima semana, mais 3 milhões devem ser entregues. A má notícia é que o Instituto está novamente sem IFA e, com isso, interromperá a produção. Não há data prevista para a chegada de mais insumos da China.

Situação que pode se agravar por conta das manifestações do presidente Jair Bolsonaro nesta semana, em que insinuou que o gigante asiático teria criado o coronavírus para uma "guerra biológica".

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