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Cotidiano | Turismo Turismo

Pesquisa aponta tendências para área do Turismo

De olho na retomada das viagens, estudo federal mostra o perfil do novo turista no pós-pandemia

Publicado em: 27.11.2021 às 03:00

Com setores da economia voltando a embalar e as progressivas flexibilizações, uma das discussões do momento é o reaquecimento do setor turístico. O governo federal anunciou, ao longo da última semana, os resultados de um estudo encomendado para diagnóstico do setor.

O Guia de Retomada Econômica do Turismo no Brasil foi elaborado a partir de um estudo feito por consultoria especializada que ouviu 42 empresários do ramo turístico e especialistas da área de todos os Estados e de todas as cadeias envolvidas. Além disso, a consultoria realizou pesquisa on-line e ainda avaliou práticas turísticas de 10 países.

Entre as iniciativas para a retomada do turismo listadas ou sugeridas estão medidas de curto e longo prazo, estímulo à demanda, promoções, acesso a linhas de crédito, incentivo ao calendário de eventos e à disseminação dos destinos turísticos brasileiros.

Dados

De acordo com o estudo, no Brasil, 93% dos visitantes são locais. Em 2019, os turistas brasileiros gastaram em viagens no exterior US$ 17,6 bilhões, enquanto que os turistas estrangeiros gastaram no Brasil US$ 5,9 bilhões.

Um dos pontos da pesquisa é que, globalmente, o Brasil não faz parte das rotas do turismo global. "Grande parte dos visitantes são da América do Sul e o maior foco turístico são praias, Rio de Janeiro e Cataratas do Iguaçu", menciona o guia.

"Os gastos do turismo internacional no Brasil antes da pandemia eram de US$ 6 bilhões, muito incentivados pelo turismo de negócios, pelo turismo de sol e praia para turistas da América do Sul e pela venda de pacotes aos visitantes internacionais", continua o relatório.

O turismo emprega 7 milhões de pessoas e responde por 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no País. O impacto chega a 53 segmentos da cadeia produtiva. (ABr)

O que deve seguir em alta

O relatório sobre a área aponta que muitas tendências que surgiram durante a pandemia devem permanecer em alta. Algumas coisas vieram para ficar, outras vão demorar para mudar, se isso vier a acontecer.

"No cenário pós-pandemia, nasce um turista mais criterioso com saúde e higiene, exigente em relação ao consumo ético e sustentável em busca de novos destinos", diz o guia.

Entre as conclusões do estudo estão que o turismo local e em lugares isolados é uma das tendências a curto e médio prazo após a pandemia. Entre as ações recomendadas estão incentivar ações de promoção do turismo doméstico; fortalecer o turismo de viagens de curta duração e para lugares próximos aos grandes centros urbanos; incentivar a adoção de calendários de eventos adaptados às realidades de cada região; e fornecer ferramentas de financiamento para empreendedores locais.

Aposta na visitação local

O estudo menciona que em 2019 foram 96,4 milhões de turistas brasileiros em roteiros pelo País. Entre os destinos que estavam em alta, a visitação a Unidades de Conservação havia tido um crescimento de 24% entre 2018 e 2019, logo antes da pandemia.

"Existe um potencial deaumentar o turismo local. Especialistas indicam que o turismo internacional terá um retorno mais lento (2-3 anos) que o turismo local", aponta o relatório do Ministério do Turismo.

Entre os dados do diagnóstico, está o fato de que 95% do turismo nacional é promovido por agências de viagem.

Entre as observações, está a questão da logística. O estudo aponta entre os problemas para o turismo no País a concentração em poucas companhias aéreas e aposta nas áreas rodoviária e fluvial.

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