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Blog Arquibancada

A busca por um novo Aimoré, a pré-temporada e as projeções para o Gauchão 2019

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No momento do embarque da delegação aimoresista rumo a Teutônia, na sexta-feira (7) passada, o capitão Índio no acesso, Digaô, salientou o movimento de “time grande” realizado pela nova direção. Esse recado é importante. Um passo, necessariamente, precisa ser dado depois do outro, com o perdão do chavão. Mas é necessário sim um projeto mais ambicioso. É o que o presidente Ronaldo Vieira tem defendido e, no meu ver, não pode ser diferente. Chega de se limitar ao pipoco de Gauchão à Divisão de Acesso.

Gauchão 2019

Para tirar o plano do papel, no entanto, a facilidade não é grande. O Gauchão impõe dificuldades absurdas. O Aimoré entrou numa edição complicadíssima. Há dupla Gre-Nal, dupla Bra-Pel e dupla Ca-Ju como grandes forças. Fora estes, pode-se colocar na conta um Avenida e São Luiz que vem de um grande estadual de 2018, um Veranópolis sempre muito forte e com todas as energias focadas somente no Gauchão, o Novo Hamburgo como o maior rival aimoresista e ainda o São José em plena acensão, depois de ter subido para a Série C do Campeonato Brasileiro.

Primeiro adversário

E justamente o Zeca é o primeiro adversário Índio no estadual, no dia 20 de janeiro, no Estádio Cristo Rei. A equipe do técnico Rafael Jaques conta com uma base de jogadores que já estava no clube. São 16 remanescentes, dentre eles, o jovem Canhoto, cria aimoresista. A apresentação do elenco ocorreu ontem com as principais novidades ficando por conta das contratações do lateral direito Pablo Pintos, o volante Júlio César, os meias Zotti e Rafael Tavares e o atacante Tiago Pará. Pedreira na largada para o Aimoré. Uma vitória seria fantástica para a tranquilidade no projeto estadual do clube.

Com quem contar?

E já olhando lá para frente, é importante levar em conta alguns detalhes para ir projetando o que teremos pela frente. Em Teutônia, ontem, esteve Nicolas Wagner, da rádio Índio Capilé, que agora tem feito algumas colaborações com a direção do Aimoré. De acordo com o estudante de jornalismo, Diguinho não treinou por conta de algumas dores. Marco Antônio e Henrique Ávila também foram para o chuveiro mais cedo. Principalmente Diguinho e Ávila, sofreram com repetidas lesões na Copa Wianey Carlet. O mesmo ocorreu com o atacante Gustavo Xuxa, que atuou somente 45 minutos. Certamente permeia a cabeça do técnico Gelson Conte essas situações. É necessário saber com quem Conte poderá contar para a competição. A proposta é um grupo um pouco mais enxuto, portanto, é de suma importância contar com a maioria dos atletas, senão, o time tende a ser fragilizado com uma minutagem maior de atletas que estariam no Cristo Rei mais para completar o elenco.

Ex-aimoresistas

Por aqui, costumo tratar do destino de ex-aimoresistas para quem gosta de acompanhar e tem curiosidade de saber o destino dos atletas. O zagueiro Léo Kanu, que foi titular em todos os jogos na Divisão de Acesso deste ano saiu do Cruzeiro, onde atuou na Copinha, e foi para o Ypiranga de Erechim, onde terá novamente o acesso para disputar e ainda a Série C. O volante Ton, que veio do Pelotas para o Aimoré durante a Copinha iniciou bem a competição mas depois teve poucas oportunidades na posição de origem com o técnico Gelson Conte. Ton vai para o Sampaio Corrêa, de São Luís no Maranhão, equipe que estava na Série B do Campeonato Brasileiro desse ano, mas foi rebaixada para a Série C. Além do nacional e estadual, a nova equipe de Ton disputará a Copa do Nordeste.

Aimoré larga em desvantagem nas quartas da Copinha e eleições se aproximam

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Aos três minutos o Aimoré foi surpreendido. O enredo, assim, se impôs de uma maneira que não fora planejada. O empate chegou na hora certa, logo ao fim do primeiro tempo. Com todas as linhas recuadas, o Avenida apenas se defendeu e demonstrou boa organização e força nas escapadas. Ainda que o resultado tenha sido desfavorável, o Índio Capilé, dentro das circunstâncias da partida, teve boa apresentação. Enfrentou a melhor equipe da competição e se portou bem. Um adversário de outro nível. Vai vivo para Santa Cruz do Sul, mas a missão tem dificuldade semelhante aos principais adversários dos últimos anos como São José e Pelotas. Presas duras em seus domínios.

Projeção

Nos bastidores do Cristo Rei, ainda que o calor da Copinha ainda contagie a torcida, os conselheiros seguem repercutindo as eleições deste fim de ano. De acordo com o regulamento, o presidente pode chamar as eleições entre 15 de novembro e 15 de dezembro ou em até 30 dias após a última partida oficial do segundo semestre. Ronaldo Vieira ainda não declara a concorrência a Paulo Costa de maneira oficial, pois afirma aguardar a publicação do edital para tal. Mesmo com o título de Costa, Vieira indica que deve concorrer.

Programação

Conversei informalmente com o gerente de futebol Lucas Kunrath sobre a situação, lembrando que o Gauchão inicia, provavelmente, pelo dia 20 de janeiro. Mesmo com as eleições podendo entrar em dezembro, a preparação já deve estar em andamento antes disso. O cronograma da atual gestão é estar com elenco em treinamento a partir do dia 3 de dezembro com pelo menos três amistosos. Portanto, as contratações precisam ser encaminhadas antes ainda. O Aimoré já está perdendo atletas para outros clubes, de acordo com Kunrath.

A derrota da falta de ambição e o clima de rivalidade que antecede a eleição aimoresista

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Pela minha contabilização o Aimoré teve três boas chances contra o São José. A equipe do Zequinha é praticamente um time de juniores com três ou quatro atletas com idade superior aos 20 anos e teve o mesmo número. A diferença é que duas delas pararam no travessão e uma entrou. O Aimoré não esteve desorganizado, mas faltou ambição. A vontade que os atletas demonstraram nos primeiros jogos com Gelson Conte não transpareceram. O estado anímico, tão dito por Conte, parece que foi o definidor. Baixou a rotação do time Índio.

Fora de ritmo

Muitos torcedores foram ao Cristo Rei para ver Roger Gaúcho. O atleta leopoldense entrou no segundo tempo mas demonstrou estar totalmente sem ritmo de jogo. Ao mesmo tempo, demonstrou estar ainda sem “forças” de jogo, que é muito diferente para quem estava parado ou apenas atuando em disputas de menor intensidade. Qualidade ele tem e isso tem aparecido nos treinamentos, mas serão necessários mais uma ou duas semanas para poder cobrar algo. Quem foi ao Cristo Rei para o ver jogar, acabou assistindo, mais uma vez, ao ex-Índio Canhoto. O atleta cresceu, desde que saiu do Aimoré ainda em 2016 e sempre entra bem. Fez um belo gol e incomodou o flanco esquerdo da zaga aimoresista.

Eleições em pauta

Ainda durante as semanas anteriores, mantive algumas conversas com o vice-presidente Ronaldo Vieira. Há um tempo afastado do Cristo Rei por conta de algumas divergências com o presidente Paulo Costa, Vieira nunca escondeu o desejo de se tornar presidente do clube. Ele marcou presença no jogo de domingo (21), aliado aos muitos conselheiros e ex-dirigentes do clube. Dessa forma, transpareceu e circulou nos corredores do Cristo Rei a tendência de que concorrerá.

Movimentação

Nesse meio tempo, a verdade é que bate-papo e reuniões vieram ocorrendo com frequência. Os encontros são realizados pelos “dois lados”. Há quem fale numa possível eleição com três candidatos. Pelo que sei, acho pouco improvável. Quem poderia oferecer uma terceira chapa, me parece estar bem condicionado a apoiar determinado lado.

Surpresas?

Mas claro, no que se diz respeito ao pleito aimoresista, nada surpreende. Paulo surgiu como presidente do Conselho Deliberativo, após “lançamento” do ex-presidente André Schu, que parecia perder forças com o rebaixamento no primeiro semestre de 2016. O presidente Costa, nesse meio tempo, no entanto, parece ter se isolado. Deve percorrer uma trilha nos próximos dias para se recuperar, já que nunca escondeu a vontade de se manter no cargo, dessa vez, na elite do Campeonato Gaúcho. Clima de “rivalidade” no Cristo Rei.

Votos dentro de campo

Nesse momento acho que ele corra por fora, apesar de ser o presidente do acesso e da inédita participação na Copa do Brasil. Neste ano, o time não engrenou, ainda que o primeiro turno tenha sido de objetivo concluído. Essa turbulenta Copinha reitera a situação. Passa pela chegada a mais uma final a permanência ou não de Costa. Não haveriam argumentos para eleger uma “oposição” no momento em que o resultado de campo fosse exitoso em mais uma oportunidade.

Clima bélico

E assim como o futebol não tem andado da melhor maneira, as mexidas no meio dos conselheiros têm sido grandes. Há muitos nomes recentemente adicionados ao quadro do clube que podem contribuir para um resultado que favoreça Costa ou Vieira. A verdade é que o clima é delicado. Ambos precisam cativar mais conselheiros e contam com fatores extra eleitoreiros que possam interferir na escolha do presidente para 2019. A política, em ano de eleição para a presidência brasileira também esbarra nas preferências de cada um. No Aimoré, os prováveis candidatos também carregam consigo estas divergentes ideologias.

O início Índio na Copinha, o que funciona e o que não funciona no time de Arilson Costa

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Foto por: GES
Descrição da foto: O volante Diguinho tem tido bom início com a camisa aimoresista, apesar dos resultados não terem sido positivos
Antes de detectar alguns indícios impostos por estas primeiras apresentações aimoresistas na Copinha, preciso salientar uma situação. O Aimoré jogou, em sete dias, três disputas distantes de sua casa. Confesso não me recordar de algo semelhante no meio do futebol. É de um prejuízo gigantesco para a equipe em diversos sentidos. O físico, psicológico e técnico é extremamente afetado. Mas foram circunstâncias encaradas por conta dos problemas sempre impostos às humildes Copinhas da FGF que ocorrem nos segundos semestres. Creio que em toda análise, esse anexo deve ser grampeado como uma espécie de parcial fator de absolvição. As constatações são fortes, mas devem contar com esse breve desconto.

O que funciona na defesa?

Ao mesmo tempo é necessária uma avaliação prévia. Pois por mais que estas condicionais limitem uma análise mais determinante, alguns detalhes já se destacam. O primeiro deles é o funcionamento da dupla de zagueiros. Douglão cresceu na Divisão de Acesso. Com Renato ao lado, configura uma segura defesa. Os dois têm boa complementação. Inclusive, Renato merece valorização. Foi um grande acerto diretivo. O jogador tem boa recuperação, tempo de bola, técnica e costuma fazer o simples. Discreto, só chama atenção pelos desarmes precisos. O Douglão, por outro lado, é mais enérgico e vem em bom momento. É conhecido dos aimoresistas.

O que funciona parcialmente?

Murilo, Diego Superti e Matheus Fauth são as opções para a lateral direita. O técnico Arilson Costa, no entanto, usou o zagueiro Centeno na posição nas últimas duas partidas. Compreensível. Os três atletas não se encontram em boas condições de jogo. Dadas as circunstâncias, Centeno se saiu bem, mas naturalmente não tem a contribuição ofensiva para possíveis triangulações. Do outro lado, tem Henrique Ávila. O jogador tem uma presença ofensiva muito forte. Quase que proporcionalmente a dificuldade defensiva. É natural que não tenha a recomposição perfeita em todos os retornos. Assim, a brecha é vista pelos adversários

O que funciona mas precisa de parceria?

O volante Diguinho jogou duas partidas. Demonstra uma dedicação gigantesca. Jogador experiente e rodado, poderia passar pela cabeça dos torcedores que faltaria motivação. Mas não é o que tem ocorrido, pelo menos durante os jogos. Desarma, corre, pressiona, orienta quando necessário e utiliza a técnica em prol da equipe. Karl é um outro jogador muito importante, que inclusive fez falta na partida do domingo. Luiz Carlos tem tido boas participações, mas por vezes me parece que falta a alternativa de velocidade. Marco Antônio tem alternado, mas pode ser essa peça, quem sabe, com Gustavo Xuxa. Por fim, ressalto também o centroavante Jajá. Mesmo com a derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, foi muito bem no jogo. Ganhou da zaga cruzeirista na maioria das disputas, é inteligente e tem boa liderança. Faltou a aproximação a ele.

O que não tem funcionado?

Diguinho veio como a grande contratação. Não há discussão. É o melhor jogador do elenco. Mas tem havido um conflito no meio. Pela liderança no grupo, Digaô tem sido mantido na posição. Por vezes, os dois parecem não se complementar. Além do prejuízo que por vezes o capitão do acesso traz na limitação dos movimentos do Diguinho, o jogador não vive bom momento. Os problemas aparecem nas condições físicas, por ser um jogador que sofre com frequentes lesões e talvez também pela pressão. Os já tradicionais problemas no momento da saída de jogo têm se intensificado. Teve duas boas chegadas no campo ofensivo no domingo, mas errou passes de três, quatro metros. Na Divisão de Acesso, no balanço, teve mais partidas abaixo. Na Copinha, segue sem a justificação da titularidade. O lugar pode ser ocupado, inclusive, por Ton, caso Arilson não abra mão da trinca de volantes. Por fim, a suplência não tem trazido uma alteração de jogo ofensivo. É algo que ainda limita a ação do técnico Arilson. São poucas as alternativas de momento.

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