VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

Blog Arquibancada

Correções de posicionamento, exemplos do Vec e Avenida e a força da torcida Índia

.

Foto por: Matheus Beck/GES Especial
Descrição da foto: Atletas treinam no Estádio Cristo Rei para manter a boa fase
Na coluna de terça-feira (26) tratei acerca das correções de posicionamento que geraram graves problemas iniciais no Clássico do Vale. Tratei informalmente desse assunto com o técnico Gelson Conte e observei, já na prática, trabalhos voltados a estas situações nessa retomada de treinos. Gostei. Não vai ser sempre que a inspiração carregará aquela mesma histórica virada por 4 a 2.

Para manter o ritmo

Nesta sexta-feira (1º), às 10 horas, o Aimoré terá jogo-treino contra o 12 Horas, no Cristo Rei. Para manter o ritmo antes da folga do fim de semana. Acho importantíssimo. São as rotações e concentrações. Só é necessário inteligência para não se lesionar. Por vezes os adversários menores vem com a sede de tirar uma casquinha. Mas parte de uma conversa.

O exemplo Veranópolis

O Veranópolis deve cair. Só permanecerá se fizer algo totalmente diferente do que fez até agora. Por ser um município pequeno, sempre sobreviveu com os valores de transmissão e fechou as portas no segundo semestre. Conseguiam bons times por pagar altos salários, mas teria um momento que a ausência de sequência cobraria a conta. Chegou a hora. Temo inclusive pelo futuro do clube.

O exemplo Avenida

E seguindo a ótica, trago a situação do Avenida. Tem ainda pela frente a Série D, teve um dimensionamento no âmbito nacional ao enfrentar o Corinthians e acumulou mais de um milhão na Copa do Brasil. Foi o campeão da Copinha de 2018. Tem chances de cair. Isso também é verdade, mas o erro, no meu entender, é no âmbito mais futebolístico do que organizacional. Não houve uma qualificação/renovação forte para esta temporada. De qualquer forma, é outro exemplo para o Aimoré. Clube tem que arriscar e ter sempre os portões abertos.

Força da torcida

Toda a mobilização para levantar o muro da geral, que caiu após temporal foi comovente. Esse envolvimento foi ainda mais reforçado na Confraria do Índio Capilé da segunda-feira. Comunidade está abraçando o clube aos poucos. É alentador e soma possibilidades.

Vitória épica no clássico, correções defensivas e o problema que também é solução

.

Foto por: Diego da Rosa/GES
Descrição da foto: Aimoré voltou a balançar as redes adversárias mas ainda necessita de alguns cuidados defensivos
Seis gols na primeira etapa era algo inimaginável. E foi condizente com o jogo apresentado. De qualquer forma, ilustrou perfeitamente a produção de ambos. Tratando principalmente do Aimoré, recordo, por exemplo, da derrota frente ao Juventude no Cristo Rei. Os aimoresistas tiveram quase o mesmo volume de oportunidades, mas claro, sem a mesma efetividade. É um prêmio aos atletas que tiveram grandes apresentações pelo menos nos jogos contra Grêmio, Avenida, Juventude (primeiro tempo) e Brasil de Pelotas.

Grande jogo

Truncado, poucos gols e predominância de empate. Normalmente são os prognósticos dos clássicos. Logicamente que eu não prescreveria um duelo da forma que foi. De qualquer forma, alertava a possibilidade de muitos gols. Bustamante e Kevin (lado anilado) e Marco Antônio e Wagner (lado Índio) são jogadores verticais, finalizadores, de auxílio defensivo mas pouca vocação de marcação. Da mesma forma, no lado aimoresista, o lateral Henrique Ávila tem muito maior aproveitamento no lado ofensivo. O Noia tem laterais mais limitados e não teve o cabeça de área Amaral. Jogo jogado e abertíssimo que se confirmou.

Questões defensivas

Com a bola, na maioria das movimentações, os treinamentos de Gelson Conte foram todos executados na prática. Triangulações e finalizações precisas. Há, no entanto, um detalhe importante que precisa ser corrigido. Ele é decorrente das características de alguns atletas mas precisa ser preenchido de alguma forma. A cabeça de área, nos momentos de proposição de jogo, fica muito vulnerável. Toto corre e tenta cobrir os dois lados. Diguinho com a bola no pé acelera o jogo e cria qualificadas situações. O problema é que não tem a mesma intensidade de marcação. Contra adversários superiores, pode ser letal. Foi assim que o Novo Hamburgo construiu o segundo gol. De algum jeito é necessário um mecanismo para blindar essa intermediária.

Problema e solução

No primeiro minuto o Aimoré tomou gol de bola parada. Claro que foi uma infelicidade do zagueiro Renato, que se redimiu pouco depois. Mas o tento contra é normalmente proveniente de algum problema de posicionamento. Ao mesmo tempo, o time soube utilizar a ferramenta em seu favor. Por outro lado tivemos a reativação das contribuições dos centroavantes. Vinicius fez gol e um bom jogo. Brandão, que o substituiu, teve importantes vitórias pessoais no setor ofensivo e defensivo também. É uma contribuição para a zaga que deve ser levada em conta. Fora isso, correções de posicionamento e principalmente atenção são os "segredos".

Um clássico divisor de águas, as prováveis mexidas e o destino do Aimoré no Gauchão 2019

.

Foto por: Diego da Rosa/GES
Descrição da foto: Aimoré precisa do resultado no clássico do Vale, marcado para este domingo (24)
A tabela aimoresista é sequencialmente complicada. Após o Clássico do Vale, marcado para este domingo (24) no Estádio do Cristo Rei, o Índio enfrenta o Internacional e o Caxias fora de casa. Depois disso, conclui a primeira fase contra o São Luiz em São Leopoldo. A dificuldade de mais dois enfrentamentos distantes daqui impõem uma pressão ainda maior para uma vitória frente ao Novo Hamburgo.

O que o destino reserva

Após a disputa frente ao Anilado, o Índio Capilé ordenará definitivamente as buscas neste Gauchão 2019. Uma derrota, seguida do revés na Boca do Lobo, operaria um drama aos leopoldenses, com queda da zona de classificação e até a possibilidade do fantasma do rebaixamento. A concentração, principalmente na bola parada, será mais que obrigatória.

Mexidas possíveis

A retomada de Gustavo Xuxa diante do Xavante não teve manutenção de atuação contra do Pelotas. Por conta disto, ainda que o técnico Gelson Conte ainda não tenha trabalhado com onze titulares até o momento, aposto no retorno de Marco Antônio. É jogador com estrela, bom posicionamento, sabe fazer gols e tem histórico recente e importante com a camisa aimoresista. Em tempo de clássico, é jogador que não se pode abrir mão.

Hora da identificação

Estratégia também nesse âmbito poderia ser tomada pelo técnico Gelson Conte noutra posição. Talvez a mais questionada dentre os onze titulares, no momento, seja a do centroavante. Ricardo Verza, que tem sido titular, tem muita doação, contribuição defensiva e luta. O problema é que tem deficiência na bola aérea e poucas conclusões. O centroavante Vinicius fez bom primeiro tempo contra o Juventude, mas Conte parece não ser muito adepto ao estilo de jogo do atleta, que tem menos entrega. É jogador de posicionamento, mais à moda antiga. Dessa forma, não seria ruim a aposta em Brandão. É proveniente da base aimoresista, tem boa conclusão e performances com a camisa do clube. Pode ser uma alternativa, pois é o único que ainda não começou nenhum jogo.

Dúvidas

Além dessas possibilidades ventiladas no tópico anterior, creio somente em outra possível novidade, que seria o retorno do atacante Elias. Ele ainda sente dores no joelho, mas disse que deve tentar treinar na tarde desta quinta-feira (21) ou no mais tardar na sexta-feira (22). Seria um grande reforço. Fora isso, não creio em nenhuma outra mexida de Conte. A questão da bola parada é um ajuste de posicionamento e a saída de jogo com Toto, Diguinho e Wagner tem possibilitado uma boa proposição de jogo. A vitória ou, pelo menos, o empate diante do Novo Hamburgo passa mais por ajustes táticos e psicológicos. Caso sofra um gol, o time não pode sentir tanto como em Pelotas.

Reconstrução do muro do Cristo Rei, bloqueio judicial e a dificuldade da rodada

.

Na matéria aimoresista desta quinta-feira (14), tratei, além da alteração da data do próximo jogo, da mobilização de torcedores e envolvidos com o clube para a reconstrução do muro que caiu na segunda-feira, durante o temporal. O número de pessoas que estão deixando doações na secretaria e também de interessados em contribuir é gigante. É muito bacana acompanhar algo do gênero em um clube do tamanho do Índio Capilé. Que esse engajamento e união permaneçam.

Pauta prioritária

Ao mesmo tempo que saúdo todo o movimento, ressalto que a atenção da direção em cima dessa questão deve ser ainda maior. O custo não é baixo, mas não dá para correr risco de algo do gênero ocorrer, por exemplo, durante alguma partida. O Aimoré não pode passar por um terceiro problema via desastre. Não se pode dar chance para o azar.

Clássico

E falando já do clássico, que é um dos responsáveis por todo esse grande engajamento, reitero que a data também pode sofrer alguma alteração. A direção fala em sete/oito dias para a conclusão da obra. Um atraso pequeno já ofereceria risco, já que a partida está marcada para o dia 24 de fevereiro, domingo. Não descarto uma transferência para o dia 25, segunda-feira, ou até mesmo para quarta ou quinta-feira daquela semana, caso não seja uma data da CBF.

“Sem medo do escuro?”

E voltando para o que antecede, que é a disputa em Pelotas, trago uma situação levantada pela mídia de lá. O título deste tópico é de matéria realizada pelo Diário Popular, de Pelotas, que acompanha o Lobo e também o Xavante. O destaque do material são as quedas de energia contra o São José, no dia 30 de janeiro e diante do Novo Hamburgo, nesta última segunda-feira, 11 de fevereiro. O jogo contra o Aimoré passou para segunda-feira (18) às 20 horas. Espero realmente que a direção pelotense já tenha iniciado os diagnósticos para a situação não voltar a ocorrer.

Bloqueio judicial

Não bastasse o problema que a natureza impôs na segunda-feira, a direção aimoresista teve de arcar com outros detalhes. De acordo com o presidente Ronaldo Vieira, uma dívida de seis anos bloqueou as contas do clube. Os valores eram provenientes de aluguel de catracas à época. “Esta dívida escapou. Todas demais foram pagas ou parceladas”, disse Vieira. As cifras que envolvem esse novo parcelamento para voltar a mexer com o dinheiro do clube são de R$35 mil. Vieira afirma que o assunto já está sendo tratado.

Mais difícil

Para finalizar, ressalto o cuidado para o próximo desafio em Pelotas. Não é oportunismo falar, ainda mais depois da vitória maiúscula sobre o Xavante. Mas enfrentar o Lobão trará mais dificuldades. A casa que tem oferecido tanto trabalho para os aimoresistas abriga um time com alguma continuidade. Germano, Jarro, Giovane e outros integram uma base consolidada. Jogo complicadíssimo. De qualquer forma, com um gramado de qualidade e conhecido pelo Índio, não se descarta uma vitória. Xuxa está inspirado e conhece o local. Pode desequilibrar. Marco Antônio também estará a disposição e adiciona alternativas ao lado ofensivo. Apenas Elias deve permanecer de fora. Ainda não treinou esta semana. Independente de quem for a campo, o importante é somar pontos. Empate também seria um resultado muito comemorado pela direção.

Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS