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Blog Arquibancada

O luto Índio, a nova presidência da FGF e os gaúchos na Série D

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Foi na última quinta-feira (16). O ex-presidente aimoresista Reni de Oliveira, o Gão, faleceu depois de ter ficado bom tempo internado. Ele é uma figura muito marcante nessa retomada de futebol profissional. Ainda que possam haver discordâncias acerca de algumas situações, não será apagado o que foi feito por ele. Além disso, tem a inediticidade de ter sido o único que foi jogador e presidente do Aimoré. Um grande ser humano e uma perda marcante de um Índio de muita dedicação. Direção já me informou que planeja homenagens para o Gão. São necessárias e merecidas.

Hocsman presidente

Na sexta-feira, Luciano Hocsman foi aclamado presidente da FGF e sucede Francisco Noveletto. A princípio, segue a mesma forma de pensar, haja vista que Hocsman era vice de Noveletto. De qualquer forma, é uma refrigerada no modus operandi do futebol gaúcho. Com alguns desafios no quesito transmissão, renovação de patrocinadores e também mexida no regulamento, Luciano terá de mostrar a forma com que planeja o esporte no estado de maneira imediata.

Visão de futuro

Não tenho grandes informações acerca do novo presidente, exceto pelas principais que todos sabem. É ex-conselheiro gremista, se afastou há dois anos e trilha um caminho de ideias semelhantes a do seu antecessor. Na noite dedicada ao Aimoré 2020 (02.05), no Instituto Sorrifácil, ele foi um dos convidados e, inclusive, após uma súplica do presidente do conselho deliberativo, Dagoberto Goulart, proferiu algumas palavras.

Indícios no discurso

Desde o princípio, Hocsman afirmou que discursava mas sem o tom eleitoreiro. Há uma via de verdade, afinal, não houve oficialização de oposição. No pouco que falou, teceu elogios ao plano Índio de buscar a Série D e colocar um calendário no clube de maneira anual. O falado expõe o pensamento e a compreensão de que crê no crescimento dos interioranos e, nas entrelinhas, reconhece que não tem como ninguém viver somente dos valores provenientes da federação. Esses recursos, creio, não podem mais ser a base para o sustento dos clubes. É apenas uma suposição, mas compreendi na fala do novo presidente da FGF um tom que reforça essa premissa.

Força gaúcha na D

Caxias e Avenida são líderes de seus respectivos grupos na Série D. O Gaúcho está em terceiro, mas ainda tem chances de classificar. Tenho trazido algumas informações sobre as equipes na D e pretendo reforçar vez ou outra. A obsessão Índia pela disputa nacional tem sentido. Ela agregaria um suporte no quesito torcida e está longe de ser um bicho papão. Caxias e Avenida têm times que pouco se diferem do que foi montado no Cristo Rei para o Gauchão. Inclusive, contam com ex-aimoresistas. Subida viável.

O caso Sidão, o limite entre as piadas no futebol e os egressos ao Gauchão

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Não é espaço voltado ao esporte nacional, mas como o assunto vem da arquibancada, acho importante não deixar passar. O Vasco foi derrotado pelo Santos por 3 a 0, pela quarta rodada do Brasileirão. O goleiro vascaíno, Sidão, 36, além de ter sido vazado nas três oportunidades, falhou de maneira mais grave no segundo tento. Em um movimento criado pela empresa detentora dos direitos de transmissão, uma votação online escolheu, justamente Sidão, como o "melhor em campo".

O limite da "zoeira"

Além do percentual que levou Sidão, de maneira irônica, ao prêmio. Uma jornalista teve de entregar, em movimento extremamente constrangedor, o prêmio. O ocorrido repercutiu na linha de tempo dos que consomem notícias esportivas e fez com que a empresa mudasse algumas regras para não ocorrer novamente situações como essa. Algumas coisas precisam ser pontuadas. A Internet virou um espaço onde as piadas aparecem muito mais que as informações. São impulsionadas. Não creio que tenha sido algo pessoal contra o Sidão. Foi no âmbito da "zoeira", mas a verdade é que teve graves consequências.

Contracheque é consequência

Ocorreu algo semelhante no futebol brasileiro com o goleiro Alex Muralha, ex-Flamengo, marcado por falhas. Virou um mártir e teve de sair do País para seguir na carreira, dado o nível de piadas que a vida do jogador passou a ser levada. Os atletas de alto rendimento (das divisões principais) carregam essa pressão das arquibancadas, das casas, pois muitos são de origem humilde e vivem se dedicando em uma carreira normalmente curta. Muitos justificam os atos ou os justificam pelo fato destes ganharem altos salário. Mas trago e divido essa reflexão com os amigos leitores com o intuito do empático exercício na vida de todos. Pensemos antes da crucificação de um jogador, árbitro ou qualquer profissional de qualquer área.

Adaptação jornalística

E trazendo para a realidade de quem trabalha com o esporte, entendo que seja um capítulo de aprendizado. Estamos evoluindo o trabalho multimídia, lidando com a interação instantânea e adaptando a forma de informar. Algo semelhante com a arbitragem e o VAR. É algo positivo, mas que precisa de adaptação. Que a lição tenha sido compreendida.

Na elite

E para finalizar, carrego a atualização acerca do segundo time a garantir a subida para o Gauchão 2020. O Esportivo empatou, em casa, com o Guarani de Venâncio Aires em 1 a 1 e, depois da vitória no jogo de ida, se credenciou à final contra o também egresso Ypiranga de Erechim. Por lá, estão Douglão e Gustavo Xuxa, já em Erechim, estavam Renato, Henrique Ávila e Marco Antônio. Nomes que estiveram no Aimoré em 2019.

Clubes próximo do acesso ao Gauchão e o acompanhamento Índio

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Sem a bola rolando no Cristo Rei, sigo acompanhando os atletas que estavam por aqui e também as possibilidades para a projeção da composição de elenco Índio para a Copinha deste segundo semestre. Estão vivos para adentrar ao Gauchão 2020 os clubes São Paulo, Guarani, Bagé, Lajeadense, classificados no grupo A e, Esportivo, Glória, Igrejinha e Ypiranga, credenciados pelo grupo B.

Força Índia

E nessa fase da Segundona, é possível ver a força aimoresista que chegou ao fim da etapa classificatória para auxiliar aos clubes. Dos oito classificados, apenas três não contam com algum ex-Aimoré. São eles o Guarani de Venâncio Aires, o Glória de Vacaria e o Igrejinha.

Dificuldade cruzeirista

Em 2017, o Cruzeiro encerrou a primeira fase do Gauchão em segundo lugar, a frente, inclusive, da dupla GreNal. Caiu no ano passado em meio a construção de seu novo estádio, a Arena Cruzeiro. Os problemas financeiros se agigantaram neste retorno ao Acesso e, nesta temporada, o técnico Claiton do Santos, ex-Índio, sequer levou o time à segunda fase. Jogando em Cachoeirinha, estiveram os conhecidos dos aimoresistas lateral direito Diego Superti, o veterano volante Élton, centroavante Hyantony, o meia Thiago Correa e também o atacante Igor Nobre. Time experiente, mas que teve dificuldades no grupo A. Ficou acima, somente, do rebaixado Farroupilha. Uma pena, pois foi justamente no ano em que finalmente foi encerrada a Arena e o espaço começou a ser utilizado pelo clube.

Observando

Assim como comentei nas colunas da semana passada, enquanto o Acesso transcorre, o gerente de futebol Lucas Kunrath e o diretor-executivo Enrico Zanetti, ambos do Aimoré, acompanham os enfrentamentos para levantamentos e possíveis contratações. Ainda na semana passada, em bate-papo com os dois, fiquei com uma frase do Enrico marcada. Ele disse que não há jogador que só joga uma divisão. Ou seja, ele é contra a rotulação de jogadores. Trouxe exemplos de atletas que foram bem em todas as divisões gaúchas. Concordo. Por isso, esse trabalho se impõe com importância. Além do que ocorre no Rio Grande do Sul, estão de olho em Série C e D.

Pré-contratos

O Caxias baseou as principais contratações em nomes com capacidade de estar em disputas nacionais. Não à toa colheu um grande campeonato. A prova é que, por exemplo, o atacante Bruno Alves foi tão bem que acabou contratado pelo Athletico Paranaense. Uma vitrine e tanto. Ao mesmo tempo, colocou o clube noutro patamar. Na insistência do presidente Ronaldo Vieira em tornar o Aimoré viável e em atividade no ano inteiro, o pensando precisa seguir esta linha. Segundo Kunrath, os pré-contratos podem ser aderidos para não perder algumas boas oportunidades.

Índio vai para a Copinha, mas de que maneira?

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A entrada ou não na competição da FGF para o segundo semestre sempre foi uma novela no Cristo Rei. Na atual gestão, a decisão parece ser mais enfática. Vieira me informou que em reunião foi definido que o Índio estará na disputa. Essa vontade nunca foi omitida e muito por conta da intenção do dirigente em fomentar as associações. Para acrescê-las ou pelo menos mantê-las, se faz necessário o futebol.

Como vai?

A verdade é que há uma questão importante. De que maneira que o Aimoré estará nesta disputa? O intuito é obter vaga à Série D ou Copa do Brasil. Para tal, será necessário um investimento. Esse é o ponto que eu traria como um impasse.

Atrativos e seus riscos

Fazer competição com folha baixa e ter qualidade de elenco exige um importante detalhe: contrato longo (incluindo Gauchão). Ele é importante, e, não o tendo, o estadual teria de ser o motivador para o atleta. A verdade é que abre um espaço para o risco. Avenida fez isso, obteve êxito na Copinha mas foi rebaixado no campeonato gaúcho. É um trabalho de muita lapidação e negociação.

Obsessão

As ponderações tratam especificamente do futebol. Mas a verdade é que são preocupações para depois. Antes, é necessário o recurso financeiro. Independentemente disso, fico feliz pela obsessão da direção em colocar o clube em disputa nacional. Com a falta de atrativos para alguns investidores, futuro sempre com ventilações de possível saída de dupla GreNal estadual ou até mesmo da transmissão de televisão, o clube interiorano terá de viver também de outros certames. Se a visão se amparar somente no estadual, como falei na coluna de terça-feira, a tendência é o fracasso. É preciso pensar um clube de maneira profissional e sempre ativo. Senão, é impossível o crescimento ou a exigência ao apoio da cidade.

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