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Blog do Thiago Padilha

Eleição de Diego Martins à Câmara de Portão pode mudar secretariado em Portão

Suplente votou contra a chapa do PDT e pode acabar sem assento no Legislativo.

Por seis votos a cinco, Diego Martins (MDB) derrotou José Volmar Wogt (PDT) na eleição para a Mesa Diretora da Câmara de Portão ao final da sessão de segunda-feira (10). A chapa reúne ainda o vice-presidente Paulo Ricardo Bonini (PP), o primeiro secretário Adair Rocha (MDB) e o segundo Alexsandro Argenta, o Leco (MDB). O grupo teve voto da bancada (Diego, Leco, Adair e Gerson Roza), Bonini e Davi Fernandes (SD), que fazia parte da chapa perdedora, como segundo secretário.

Com uma possível retaliação ao resultado na Câmara, o prefeito Renato das Chagas (PDT) iria exonerar o secretário de Agricultura, Ari de Oliveira, o Arizinho (SD), que tornando a Câmara, deixa Davi fora do Legislativo.

Vanazzi quer 25 de julho como Dia da Mulher Negra

Data é a mesma que se comemora a imigração alemã no País.

O prefeito Ary Vanazzi (PT) encaminhou em regime de urgência especial projeto de lei que institui o Dia de Tereza de Benguela e Dia da Mulher Negra em 25 de julho, mesma data em que São Leopoldo, berço da colonização alemã no País, e outras cidades da região comemoram o Dia do Imigrante. A proposta protocolada no dia 6 vai entrar em discussão e votação na quinta-feira (13). “Criou-se o mito da ausência de negros e índios na Região Sul, como se os colonos alemães e italianos tivessem inaugurado as terras do sul do Brasil”, justifica.

“Não vivemos em uma democracia racial, mas em um ‘racismo invisível’, que se dá também na história”, afirma Vanazz, que também é formado em História, na proposta.

O porquê da data

Em 25 de julho de 1992, ocorreu o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americana e Caribenha na República Dominica. Tereza liderou um quilombo em Mato Grosso.

O que diz toda a justificativa

"A História oficial de São Leopoldo e do Vale dos Sinos é carregada pela história da imigração alemã, que se iniciou em 18 de julho de 1824, quando chegou a primeira leva de imigrantes. Criou-se, assim, o mito da ausência de negros e índios na região sul, como se os colonos alemães e italianos tivessem inaugurado as terras do sul do Brasil. No entanto, tal narrativa é construída através da visão eurocêntrica e branca, que apagou paulatinamente a presença de negros e negras que foram escravizados nesta terra muito antes da vinda dos imigrantes. A chegada dos primeiros negros ao Rio Grande do Sul é incerta, mas, considerando-se o início da colonização lusitana, em 1737, tem-se mais de 150 anos de presença negra no estado. Ou seja, o estado tem mais anos com a presença de mão-de-obra escravizada do que sem.

De acordo com o professor e pesquisador Jorge Euzébio Assumpção, as relações raciais no Brasil não são amistosas. Não vivemos em uma democracia racial, mas em um “racismo invisível”, que se dá também na História, uma “sonegação” e “omissão de participação”, que omite a participação dos negros na construção do país. Ressalta o pesquisador que negros ou não estão presentes nos livros de História, ou aparecem como escravos. Isso se configura em um “racismo historiográfico”, o qual envolve a figura do negro em mitos, como a romantização da participação do negro na Guerra dos Farrapos, por exemplo, que se afigura como um dos maiores banhos de sangue que mancharam nossa terra. A construção da identidade do negro, portanto, encontram-se mergulhada em mitos, invenções históricas e sonegação da sua importância na história do estado e do país. Além dessa construção narrativa do branco na história e identidade do negro, há, fruto das opressões de gênero, raça e etnia, um sistemático apagamento das mulheres negras, um apartamento de sua vivência e cultura da história oficial. É nessa esteira que surge, em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americana e Caribenha, o marco para o dia internacional da luta e resistência da Mulher Negra. Desde então, a luta pela visibilidade tem crescido e sendo reconhecida por todo mundo. E para dar nome à efeméride, propomos a representatividade de luta e obstinação de Tereza Benguela, heroína negra que, a exemplo de Zumbi dos Palmares, liderou o Quilombo de Quariterê, no estado de Mato Grosso, em pleno século XVIII. Uma vez que a historiografia oficial, de caráter eurocêntrico, privilegia a ação de homens brancos, ou, na melhor das hipóteses, de mulheres brancas, merece oportunamente conhecer um pouco mais da história omitida dessa mulher negra de papel tão fundamental na resistência à escravidão.

São Leopoldo vai decretar emergência na saúde nesta terça-feira

O Município já havia suspendido as cirurgias eletivas no Hospital Centenário no dia 21 de novembro.

Doze dias depois de Novo Hamburgo, nesta terça-feira (4) será a vez de São Leopoldo decretar situação de emergência no atendimento hospitalar e nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O Município já havia suspendido as cirurgias eletivas no Hospital Centenário (HC) no dia 21 de novembro. O prefeito Ary Vanazzi (PT) aponta a falta de repasses do governo do Estado como o principal motivo para a decisão. As medidas serão anunciadas as 14 horas, na sala de reuniões do Gabinete do Prefeito, no sétimo andar do Centro Administrativo.

Nesta segunda-feira (3), em reunião com o secretário-geral de governo Marcel Frison; a presidente do HC, Quélen da Silva, e o secretário de Saúde, Ricardo Charão, Vanazzi recebeu um diagnóstico da situação: “O quadro se agravou e não há perspectivas a curto prazo. Não temos condições de manter os serviços sem os repasses do governo do Estado, a crise é muito grave”, ressaltou Vanazzi.

Há semanas do fim do governo de José Ivo Sartori (MDB), a Prefeitura precisa se articular com o governador eleito Eduardo Leite (PSDB) para que a população não fique desamparada.

Chefe de gabinete de Link vira réu por suposto recebimento de licença prêmio indevida

Ex-vereador e ex-procurador também são réus no mesmo processo.

O chefe de gabinete do prefeito Luis Rogério Link (PT), Airton Ramos, o ex-procurador da Câmara Milton Pinheiro dos Santos e o ex-presidente do Legislativo Avelino Mazzechello tornaram-se réus em uma ação civil pública movida pela Promotoria de Justiça de Sapucaia do Sul. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), aceita pela juíza da 2ª Vara Cível da cidade, Luciane Di Domenico Haas, quando Ramos atuou na Câmara de Vereadores, ele recebeu o pagamento de R$ 21,1 mil de licença prêmio em 2011, com parecer favorável de Santos e aprovado por Avelino. Conforme o promotor Lúcio Flávio Pretto, entre 2005 e 2016, houve uma lacuna de 26 dias para Ramos ter o direito.

Para ter direito à licença prêmio, o servidor precisa cumprir cinco anos de trabalho consecutivos, mas entre 25/05/2005 e 14/06/2007 e 22/12/2008 e 02/01/2009 Ramos não estava nomeado. Ou seja, no entendimento do MP, a contagem deveria ter se reiniciado em 2009. Situação semelhante ocorreu com Santos, que teve uma lacuna de 30 dias, mas recebeu R$ 30,5 mil na época.

Por meio da assessoria de imprensa da prefeitura de Sapucaia do Sul, Ramos informou que não foi notificado pela Justiça e que não vai se manifestar.

Segundo Avelino, "eram eles que faziam toda a documentação. Ramos era o diretor da Câmara e Santos o procurador, eu assinava o que eles me entregavam". Ele ainda não foi notificado pela Justiça.

Até a publicação desta notícia, a coluna não localizou Santos nos telefones do escritório disponíveis na Internet.

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