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O baixo isolamento

Desde março, quando ocorreu um quase lockdown na região metropolitana, nossas cidades não conseguem chegar perto do isolamento de 70% nas ruas, índice considerado ideal para uma pandemia

Por Guilherme Schmidt
Última atualização: 29.06.2020 às 16:11

Na edição desta segunda-feira  do Jornal VS tratamos sobre a questão do baixo isolamento social no País, com base em dados de circulação de telefonia celular da empresa de tecnologia InLoco. O Rio Grande do Sul está muito abaixo da recomendação mundial de 70% de isolamento. Na última atualização, estava em 41,7%. Mas ainda é o terceiro melhor índice do País, só atrás dos pouco populosos Acre e Amapá. Nas cidades da região este índice de isolamento tem se mantido abaixo de 50% em junho, chegando a cair a 34% (índice de Sapucaia em 5 e 17 de junho), mas ficando em uma média na casa dos 40%. Não estamos vivendo o caos, mas esta baixa compreensão de que seria bom evitar estar nas ruas pode ter um preço a ser cobrado neste mês de julho. Os casos e as mortes vêm aumentando nos últimos dias. A curva ainda é visivelmente ascendente. Por isso estamos mais uma semana (e provavelmente por duas outras) na bandeira vermelha do alto risco no RS.

No vermelho

Só a região do Paranhana escapou da bandeira vermelha no nordeste/noroeste gaúcho. Da capital ao norte e ao litoral, a situação é de alto risco de Covid-19 em 115 cidades, Alguns municípios menores, sem casos graves e internações ou mortes nas últimas semanas podem permanecer na laranja.  Hoje o Estado analisa os pedidos de revisão da bandeira, mas a tendência é de seguirmos na vermelha.

Para ficar em casa

Com este frio que chegou para ficar nesta semana, fica a pergunta: tem clima mais propício para se praticar o “fique em casa”? Na rua só deve estar quem vai ao trabalho ou precisa comprar alimentos ou remédios ou fazer algo indispensável, como alguma obrigação legal ou médica.

Limpeza na BR

Com a volta dos serviços de manutenção na BR-116 (após mais de 4 meses sem trabalhos na rodovia no trecho metropolitano), a limpeza do mato alto nos acostamentos e canteiros já chegou em São Leopoldo. Mas o que os motoristas querem saber é do reparo do asfalto precário após a Scharlau em direção à ponte do Sinos. As ondulações seguem incomodando e novas rachaduras e "ondas" no asfalto estão surgindo. Até agora nada foi divulgado.

Tristeza social

Mais do que nunca é necessária a solidariedade. Assusta o número de pessoas nas ruas, dormindo ao relento, expostas ao frio que chegou com força neste fim de semana. As campanhas do agasalho são importantes, mas é preciso que a comunidade faça a sua parte


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