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Opinião Opinião

Os canalhas não vencerão

Por Alexandre Aguiar
Última atualização: 14.02.2020 às 13:58

Em mais de vinte anos frequentando a Internet e em mais de uma década convivendo no ambiente das redes sociais, creio jamais ter testemunhado campanha tão sórdida, suja, vil, obscena, desumana, covarde, misógina, leviana, canalha, e muito mais, para o que se viu publicado contra a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, uma das mais premiadas e reconhecidas profissionais do jornalismo nacional, no Brasil e no estrangeiro.

Ao depoimento mentiroso de indivíduo repugnante, cujo nome não merece ser citado em texto que tem o nome de Patrícia Campos Mello, seguiu-se a declaração de deputado que foi o mais votado do País, cujo nome também não merece menção para não sujar o texto que tem o nome de Patrícia Campos Mello, e uma onda nas redes sociais que foi capitaneada principalmente por um influenciador digital, cujo nome também não deve ser citado para não emporcalhar uma coluna sobre Patrícia Campos Mello, que destilou publicações que sequer a latrina ou o mais sujo dos esgotos são merecedores.

A política sempre foi um ambiente sujo, de mentiras, traições e destruição de reputação, mas o que se testemunhou nas últimas horas da terça-feira e durante a quarta-feira, nas 24 horas que se seguiram ao depoimento na CPMI das Fake News do meliante digital que da casa do povo deveria ter saído preso, foi o escárnio absoluto. O conteúdo do que foi publicado não merece reprodução, afinal um texto sobre Patrícia Campos Mello não comporta a baixeza dos seus detratores, muitos identificados como cristãos (cristãos?).

Há uma crença entre estes verdadeiros animais digitais (e pensando bem animais seriam incapazes de tamanha maldade) que seu ódio incontido ou suas enxurradas de tweets, cards ou publicações serão capazes de silenciar os bons jornalistas do Brasil, e existem muitos. Os canalhas não vencerão! A política, assim como a vida, é feita de ciclos e as nuvens de tormenta que se abatem sobre o Brasil hoje um dia passarão e os medíocres da atualidade retornarão ao ostracismo de onde nunca deveriam ter saído.

Patrícia Campos Mello deve ser inspiração para os jovens que sonham um dia exercer o ofício de comunicar e àqueles que já labutam diariamente, enfrentando toda a sorte de dificuldades, dos salários medíocres pagos pelas empresas de comunicação à crescente campanha de descrédito a profissão de jornalista.

A sua altivez em enfrentar o poder, o seu esforço em buscar a verdade, a sua coragem diante da infâmia e sua bravura ao manter-se serena diante da barbárie, oferecem a esperança que um dia a informação e a verdade possam iluminar as mentes dos hoje embriagados pelo fanatismo tacanho por homens de barro, mas que não resistem à enxurrada dos fatos revelados pelo jornalismo.

Obrigado, Patrícia Campos Mello!

João 8:32: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Os fatos (e o respeito) acima de tudo!!

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