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Notícias | São Leopoldo FECHAMENTO

Conselho vota pelo fechamento definitivo do Centro POP de São Leopoldo

Atividades no local estavam suspensas desde outubro de 2019

Por Jean Peixoto
Última atualização: 14.02.2020 às 20:05

Prédio na Avenida Caxias do Sul, no Rio dos Sinos, onde funcionava o Centro POP e o Albergue Municipal Bom Pastor, que segue atendendo de domingo a domingo Foto: Diego da Rosa/GES
Com as portas fechadas desde outubro de 2019, o Centro de Referência Especializado para as Pessoas em Situação de Rua (Centro POP) de São Leopoldo voltou à pauta da plenária do Conselho Municipal de Assistência Social, na tarde desta quarta-feira (12). Durante a reunião, ocorreu uma votação para decidir o futuro do local. Com sete votos favoráveis dos conselheiros, um voto contrário da comunidade e cinco abstenções, foi definido o fechamento permanente do Centro POP.

Como alternativa ao serviço, no início de novembro foi aberto o Centro de Referência para a População de Rua (Crepar), com a finalidade de oferecer, além de abrigo, café da manhã, almoço, jantar, banho e pernoite para até 25 pessoas durante um período de até seis meses. Para aqueles que não são residentes de São Leopoldo, a permanência máxima é de cinco dias. 

Endurecimento das regras

Nilson Lira Lopes, membro do Fórum da População em Situação de Rua afirma que entre 40 e 60 pessoas ficaram desassistidas após o fechamento do Centro POP. Segundo ele, o endurecimento das regras para frequentar o espaço impede que os moradores de rua acessem o Crepar, fazendo com que fiquem ao relento. “Morador de rua não dorme à noite. A prioridade para quem está na rua é a sobrevivência e eles estão expostos a todo o tipo de violência. Para um morador de rua, receber uma refeição por dia faz toda a diferença, porque ele acaba não sentindo mais fome”, comenta. Ele ressalta que os intervalos para que os usuários possam frequentar o Crepar foram aumentados, dificultando o acesso.


"Não foi um fechamento"
A secretária de Desenvolvimento Social, Iara Cardoso, salienta que não foi um fechamento, mas um reordenamento. Segundo ela, a população de rua está sendo devidamente assistida e há, inclusive, vagas sobrando. “Há cinco lugares para que as pessoas possam ir ao albergue almoçar e tomar banho. Desde a reabertura do Crepar, o máximo que apareceu foram três. Estamos com folga de atendimento. Ontem, desafiei eles a demonstrarem alguém dessa população que procurou abrigo e não recebeu”, afirma a secretária.

Iara comenta que estão ocorrendo reformas no prédio. “Estamos humanizando os espaços, reformando as paredes, trocando ventiladores. Queremos discutir políticas públicas que venham melhorar as vidas dessas pessoas. Uma vez por mês nos reunimos com os moradores do Crepar para ouvi-los e receber sugestões.” A secretária acrescenta que o objetivo do município é emancipar as pessoas que utilizam o albergue.

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