Publicidade
Acompanhe:
Notícias | Rio Grande do Sul Veja as características

Tamanduá-mirim é flagrado no pátio da Casa Paroquial de Salvador do Sul

Animal estava no topo de uma árvore; resgate durou cerca de 40 minutos

Última atualização: 20.01.2020 às 14:11

O Corpo de Bombeiros Voluntários de Salvador do Sul e São Pedro da Serra atendeu a um chamado inusitado, no início da manhã dessa segunda-feira (20). Um tamanduá-mirim foi flagrado no terreno da Casa Paroquial de Salvador do Sul, nas proximidades da Capela Três Santos Mártires das Missões.

Segundo a bombeira Márcia Forneck, o resgate demorou cerca de 40 minutos, pois o animal estava no topo de uma árvore, mas momentos antes teria investido contra um cachorro. Ainda segundo os bombeiros, o tamanduá aparentava estar em bom estado de saúde e, em seguida, foi solto numa mata nas imediações do antigo Colégio Santo Inácio. Já o cão, com alguns ferimentos, precisou de atendimento veterinário.

Características

Conforme o biólogo Jackson Müller, esses animais são solitários, arborícolas e mais ativos durante a noite. Dentre as principais características físicas, estão o focinho mais saliente, a ausência de dentes diferenciados e uma grande língua fina e cumprida são típicas dos Tamanduás. "São características que facilitam a alimentação deles, baseada em cupins e formigas, além, claro, das garras fortes e afiadas para escavar cupinzeiros e formigueiros. O mel pode fazer parte de sua dieta", disse.

Geralmente os Tamanduás podem ter de 5 a 10 quilos, além de coloração dos pêlos dourada com um “colete” de pelos pretos nas costas, podendo se estender até o abdômen, sendo conhecido também como Tamanduá-de-colete. Esses animais, segundo Müller, possuem cauda preênsil, adaptação para melhor deslocamento na copa das árvores.

"Infelizmente por serem lentos, são alvos de humanos", ponderou. O Tamanduá tem papel ecológico fundamental. A espécie está no Decreto Estadual 51.979/14 de ameaça de extinção. "Atropelamentos, destruição de habitats e ataques de animais domésticos contribuem ainda mais para a redução das populações de Tamanduás no Rio Grande do Sul. As pressões do crescimento urbano estão destruindo habitats e forçando os animais para contatos com a urbanidade", concluiu.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.