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Notícias | Região Fauna do Paranhana

Tamanduá é resgatado em banheiro de posto de combustíveis, em Igrejinha

Situação chamou a atenção de moradores e clientes do local no bairro XV de Novembro. O animal foi solto na mata pelos bombeiros

Por Jauri Belmonte
Publicado em: 16.09.2020 às 10:23 Última atualização: 16.09.2020 às 11:29

Solitários, com focinho saliente e ausência de dentes diferenciados, além de uma grande língua fina e cumprida. Os tamanduás, de acordo com o biólogo Jackson Müller, têm distribuição comum aqui na região. Na noite de terça-feira (15), um desses animais precisou ser resgatado pelos Bombeiros Voluntários de Igrejinha na área urbana do município do Vale do Paranhana. Por volta das 22h30, eles foram acionados para capturar o animal que estava dentro de um banheiro de um posto de combustíveis no bairro XV de Novembro. 

De acordo com a corporação, o 'filhotão' foi visto por pessoas atravessando a rua; quando os bombeiros chegaram no local para resgatá-lo, ele estava bastante assustado. O animal foi solto na mata. Com uma vida que se dá praticamente nas árvores em meio ao mato, eles costumam ser ativos durante a noite. Os tamanduás costumam se alimentar de cupins e formigas e possuem garras fortes e afiadas para escavar cupinzeiros e formigueiros. O mel pode fazer parte da alimentação.


Características

De acordo com Müller, eles possuem porte médio, pesando entre cinco e dez quilos. A coloração dos pelos é dourada com um “colete” de pelos pretos nas costas podendo se estender até o abdômen, sendo conhecido também como Tamanduá-de-colete.

"Infelizmente são alvos fáceis de caçadores por serem lentos, porém, em nenhum aspecto são negativos aos humanos e desempenham papéis ecológicos fundamentais. Atropelamentos, destruição de habitats e ataques de animais domésticos contribuem ainda mais para a redução das populações de tamanduás no Rio Grande do Sul", disse.

Esses animais costumam dormir dentro de tocas abandonadas, ocos de árvores, fendas ou em meio à vegetação. A fêmea é a responsável por cuidar da prole. Os filhotes ficam agarrados ao dorso da mãe, podendo ficar camuflado em meio a pelagem.

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