Publicidade
Acompanhe:
Notícias | Região Educação

Tecnologia para atender alunos das escolas estaduais

Tarefas por meios digitais incentivam os estudantes das instituições públicas do Estado

Por Alecs Dall'Olmo
Última atualização: 26.03.2020 às 06:00

Orientações antes da suspensão de aulas, como na Escola Estadual Caic Madezatti Foto: Diego da Rosa/GES
As redes de ensino estão se mobilizando, dentro do possível, para manter a conexão com os estudantes. No caso do sistema público, a tarefa nem sempre é simples. Plataformas pedagógicas existem e até mesmo já estavam sendo utilizadas em aula. Mas a proposta é chegar aos alunos em suas casas. Na rede estadual a orientação é reforçar essa ação com atividades, mas não avaliativas. Uma maneira de reforçar conteúdos e o vínculo.

CONTEÚDO ABERTO | Leia todas as notícias sobre coronavírus

"A partir do decreto, dispensando alunos e professores, passamos a trabalhar nos três dias que antecederam o início da medida com possibilidade de atenção por meio das plataformas. Naqueles dias os estudantes já foram informados disso e também foram entregues materiais impressos com tarefas, pesquisas. Tudo sendo feito dentro das realidades das escolas. Material sendo enviado pelos grupos de whats, e-mails. Enfim, os professores preparam atividades para esse momento de distância", ressalta Ileane dos Santos Bravo, titular da 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).

Programadas

"Recebemos essa orientação da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), envolvendo as 30 coordenadorias. Até a sexta-feira, as escolas ainda estavam funcionando com as equipes diretivas. Mas desde a segunda-feira, as instituições foram fechadas e todos passaram para o teletrabalho." Conforme a Seduc, é momento de dedicação dos professores com o teletrabalho e empenho dos alunos através das Aulas Programadas, uma iniciativa pedagógica, que envolve atividades curriculares a distância para que os estudantes continuem recebendo os conteúdos e mantenham sua carga horária anual.

Os meios usados são variados: WhatsApp ou Facebook, compartilhamento de arquivos de áudio e vídeo, por e-mail, por salas virtuais através do Google, ou até mesmo pela entrega de materiais didáticos nas áreas rurais do Estado. Segundo a Seduc, as aulas programadas estão sendo disponibilizadas de modo que todos tenham acesso. "A ideia é que os alunos façam as atividades propostas em diferentes meios virtuais e encaminhem de volta, ocupando bastante a tecnologia. A equipe da Seduc está nos orientando. Um grande número de estudantes tem acesso a Internet. Temos vídeos e fotos dos estudantes participando."

Ambientes virtuais na rede particular

Na rede particular de ensino, em muitas escolas, há uma divisão, a partir do quinto ano, quando os estudantes precisam estar em ambiente virtual indicado no horário da aula. Já os anos iniciais recebem atividades por meio de aplicativos já usados para comunicação com pais e responsáveis.

Maneira diferente de trabalhar as atividades

Segundo a coordenadora Ileane, é uma maneira diferente de trabalhar, mas que permite que o trabalho seja feito, a partir de didáticas domiciliares. "É um modo de continuarmos trabalhando. E um ganho: pais aproveitando a quarentena para sentar com os filhos, acompanhando esse trabalho. Mas a parte mais importante é a que a gente continue, que eles (estudantes) não fiquem parados. Estudantes produzindo de forma assistida. E que no retorno traga também essas atividades para a sala de aula", afirma. "Inicialmente a data de retorno está programada, conforme o decreto, para 3 de abril. Mas entendemos que tudo depende das orientações que ainda vamos receber. Vai depender de como estará a pandemia. Esperamos que tudo passe e que seja possível voltar a normalidade", afirma.

Rede municipal

Sobre o uso de sistema de plataformas ou aplicativos para oferecer atividades para os estudantes da rede municipal de ensino em suas casas durante a suspensão das aulas, Carla Escosteguy, coordenadora Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (Smed), de São Leopoldo, explica que a equipe aguarda orientações.

"No momento aguardaremos a posição do Conselho Nacional de Educação e Conselho Municipal de Educação", destaca ela. "A realidade da rede municipal é bem complicada para operacionalizar plataformas. Muita gente sem acesso. Faremos uma reunião por videoconferência na próxima segunda-feira para pensar em formas de operar nesse sentido. Temos a viabilidade de ofertar, mas as pessoas como vão acessar o conteúdo pela Internet? Alguns vão ter acesso, mas outros não vão. Muito delicado de como tratar com essa questão, pois envolve questões éticas, além da pedagógica", completa Renata Batilla Matias, assessoria especial de Relações da secretaria leopoldense.

38

cidades fazem parte da 2.ª CRE (entre elas, São Leopoldo, Portão e Capela de Santana), abrangendo 165 escolas da região.

 

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.