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Bolsonaro confirma intenção de recrutar militar da reserva para reduzir filas do INSS

Atualmente, 1,3 milhão de pedidos por benefício estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para uma resposta do órgão

Por Estadão Conteúdo
Última atualização: 14.01.2020 às 14:14

Atualmente, 1,3 milhão de pedidos por benefício estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para uma resposta do INSS Foto: Prefeitura de Sapiranga/Divulgação
O presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou nesta terça-feira (14) que o governo quer recrutar militares da reserva para integrar a força-tarefa que atuará na redução da fila de espera por benefícios do INSS. A proposta é que eles assumam funções de atendimento nas agências do órgão, liberando servidores hoje nessas áreas para trabalhar na análise dos pedidos dos segurados.

Bolsonaro disse que deve tratar sobre esta medida nesta terça ou na quarta-feira com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

"Ele pretende contratar, a lei permite, servidores ou militares da reserva, pagando 30% a mais do que ele ganha, para a gente romper essa fila. Aumentou muito (a fila) por ocasião da tramitação da reforma da Previdência", disse Bolsonaro.

Atualmente, 1,3 milhão de pedidos por benefício estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para uma resposta do órgão. A fila de espera vem caindo desde agosto do ano passado, mas em um ritmo ainda lento, o que deflagrou a elaboração de uma nova estratégia no governo para atacar o problema.

Reformas

O presidente repetiu nesta terça-feira que a ideia é aprovar reformas "sem muito atrito". Ele disse que conversará com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre este assunto à tarde.

"A minha ideia, como já disse a vocês, é fazer da melhor maneira possível, que ela (a reforma) possa ser aprovada sem muito atrito. Essa que é a ideia", disse o presidente em frente ao Alvorada, sem deixar claro se tratava da reforma administrativa ou tributária. Ele havia sido perguntado sobre ambas. "A economia está recuperando, mas se nós pararmos a reforma, a gente pode perder o que ganhou até agora. O Senado, o Congresso, no meu entender, está bastante consciente disso, acredito que não tenhamos grandes dificuldades se apresentarmos uma boa proposta", comentou.

 

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