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Notícias | Especial Coronavírus O avanço do vírus

Nossa região está na bandeira vermelha pela segunda semana consecutiva do mapa da Covid

Mapa preliminar colocou 13 regiões do RS na classificação de alto risco, deixando na bandeira vermelha São Leopoldo, Novo Hamburgo, Canoas, Sapucaia do Sul, Esteio, Portão, Capela de Santana, Porto Alegre e o litoral norte. A segunda semana em vermelho pode significar o fechamento das escolas novamente

Publicado em: 20.11.2020 às 18:22 Última atualização: 20.11.2020 às 18:59

Mapa preliminar Covid RS em 20 de novembro Foto: Reprodução
Como já era esperado, as regiões 7 (de Novo Hamburgo, que abrange São Leopoldo e Portão) e 8 (de Canoas, com Sapucaia do Sul, Esteio e Capela de Santana) foram mantidas na bandeira vermelha, de forma preliminar - já que a decisão final é anunciada na segunda-feira, após a análise de recursos dos municípios e associações - no mapa da 29.ª rodada o Plano de Distanciamento do RS. Os números ainda altos de casos e, principalmente, hospitalizações por Covid-19, manteve em alerta de alto risco estas duas e também as regiões de Capão da Canoa (também pela segunda semana consecutiva), Caxias do Sul, Uruguaiana, Erechim, Palmeira das Missões, Porto Alegre, Passo Fundo, Guaíba, Santa Maria e Lajeado. As outras oito regiões Covid estão na bandeira laranja (risco epidemiológico médio).

Para o prefeito de Sapucaia do Sul, Luis Rogério Link, a permanência da Região 8 na bandeira vermelha no mapa preliminar do modelo de distanciamento controlado do Estado não foi surpresa. Link, no entanto, pretende recorrer. Segundo ele, a situação está controlada no município. De acordo com prefeito, o Hospital Municipal Getúlio Vargas estava ontem com oito dos nove leitos de UTI Covid ocupados, sendo que quatro pacientes eram de outros municípios. Se a bandeira vermelha for confirmada pelo Estado na próxima segunda-feira, a partir de terça-feira as aulas presenciais deverão ser suspensas. "Aqui no município há escolas de educação infantil particulares funcionando e elas fizeram todo o plano de contingenciamento que foi analisado e aprovado. Foram permitidas a abrir e agora fechar de novo causará um descrédito da população. Então era melhor que o governo do Estado tivesse mantido a suspensão das aulas presenciais até o final do ano", considera Link.

Em Esteio, a secretária de Saúde Ana Boll diz que amanhã deverá tratar com demais municípios da Região 8 se haverá um processo coletivo para tentar rever a bandeira. "Por enquanto vamos seguir os protocolos já pactuados em cogestão."

O Jornal VS não conseguiu contato com o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, mas ontem ele acreditava que a Região 7 - que abrange São Leopoldo -, ficaria na bandeira vermelha e afirmou que, neste caso, entraria com recurso, ressaltando ainda que considera a situação da pandemia na cidade controlada.

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As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (269), Caxias do Sul (137), Novo Hamburgo (97) , Canoas (90) e Passo Fundo (85).

Suspensão de escolas na regra das duas semanas avermelhadas 

As regiões 7 e 8, que chegaram a ficar dois meses na bandeira laranja, agora completam duas semanas consecutivas na bandeira laranja. Os prefeitos já aguardavam esta classificação, e a princípio, não devem alterar seus decretos municipais, já que há um protocolo laranja pré-aprovado regionalmente. Na realidade a maior implicação da nova bandeira, caso não haja uma nova mudança nas regras ditadas pelo Estado, é que ingressando nesta segunda semana consecutiva em bandeira vermelha as escolas não estão mais autorizadas a abrir ou, se já abertas, devem fechar. Ou seja, isso valendo a partir de terça-feira, se, na segunda-feira, for confirmada a bandeira vermelha nas regiões, pois os prefeitos e associações de municípios já adiantaram que enviarão recurso neste fim de semana.

A partir da confirmação da segunda bandeira vermelha seguida, com suspensão das aulas e atividades escolares presenciais, na nova regra do Estado, quando a região retomar a classificação de laranja ou amarela, as aulas presenciais podem ser retomadas imediatamente naquela semana. Antes, seria necessário aguardar mais uma rodada. Não podendo abrir as escolas, os eventos passam a ser suspensos também.

AS NOTAS DO GOVERNO NA 29ª RODADA

• número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 27% entre as duas últimas semanas (de 923 para 1172);
• número de internados em UTI por SRAG aumentou 4% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (de 794 para 827);
• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 11% entre as duas últimas quintas-feiras (de 914 para 1014);
• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 aumentou 6% entre as duas últimas quintas-feiras (de 646 para 683);
• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 reduziu 8% entre as duas últimas quintas-feiras (de 682 para 626);
• número de casos ativos aumentou 26% entre as duas últimas semanas (de 14.951 para 18.860);
• número de registros de óbito por Covid-19 aumentou 65% entre as duas últimas quintas-feiras (de 171 para 282).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (269), Caxias do Sul (137), Novo Hamburgo (97) , Canoas (90) e Passo Fundo (85).

Comparativo: situação entre 23/10 e 19/11

• número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 31% no período (de 897 para 1.172);
• número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou 21% no Estado no período (de 681 para 827);
• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 41% (de 721 para 1.014);
• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 27% (de 539 para 683);
• número de casos ativos aumentou 85% no período (de 10.190 para 18.860);
• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu 19% (de 774 para 626);
• número de óbitos por Covid-19 acumulados em sete dias aumentou 19% no período (de 236 para 282).

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