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Cotidiano | Viver com saúde Saúde

Higienizar as mãos e manter a mente sã

Alterações de rotina e incertezas quanto à cura da Covid-19 adicionam preocupações e aumentam os problemas psicológicos na pandemia

Por Matheus Beck
Publicado em: 16.09.2020 às 08:00 Última atualização: 16.09.2020 às 09:14

Tradicionalmente, o setembro é um mês imerso aos eventos alusivos aos cuidados com a saúde mental. Os 30 dias destinados ao combate ao suicídio, em 2020, caminha a uma necessidade nesse atípico ano. Em meio à pandemia do novo coronavírus, a tensão acerca das incertezas em relação à vacina contra a Covid-19, problemas sociais e também financeiros se ampliam nas famílias e atingem cada parcela de uma forma diferente.

O dr. Ricardo Bortolon Fasolo, psiquiatra especialista nos impactos da psiquiatria na infância e adolescência explicou o desafio da manutenção da saúde mental em meio à pandemia. "De maneira geral, todas as situações desconhecidas têm potencial de gerar apreensão, ansiedade, medo e estresse mental. A pandemia, sendo um evento totalmente novo para essa geração, resultou em incertezas em todos os aspectos da vida dos jovens, pois modificou o funcionamento dos estilos de vida e da dinâmica dos relacionamentos como um todo", detalhou o médico. Segundo Fasolo, houve intensificação aos problemas a quem já convivia com os conflitos e uma interação maior no âmbito virtual.

"O medo da contaminação e a ameaça à vida também podem gerar muita ansiedade, sintomas de obsessividade e até desencadear o aparecimento de um transtorno em quem já tem alguma suscetibilidade. O momento atual é de aprendizado para todos e a pandemia deixa escancarada a fragilidade humana. Valendo-se do fato de que a resiliência é o processo humano natural de boa adaptação em face à adversidade, a pandemia nos ensinou que o cuidado de saúde mental mostra-se essencial para permitir o exercício de resiliência nos mais jovens, sendo essa a única forma de permitir uma geração adulta futura emocionalmente autônoma e capaz."

Atendimentos crescentes nas unidades básicas

Em levantamento feito pela secretaria Estadual da Saúde, foi constatado aumento de busca por atendimento em saúde mental no Rio Grande do Sul desde o início da pandemia. Nos serviços da atenção básica (Unidades Básicas e Estratégia Saúde da Família), 78% dos gestores municipais perceberam um aumento na demanda de atendimentos em saúde mental.

Problemas no sono são constantes

39% dos entrevistados dizem se sentir tristes ou deprimidos com frequência durante o isolamento. Quase 30% dos que antes dormiam bem, agora estão enfrentando problemas com o sono.

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