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Cotidiano | Viver com saúde Saúde em dia

Nada de mascarar sintomas ou deixar pra lá: se livre da dor de cabeça

Pode ser comum, pelo número de episódios no mês, mas a dor de cabeça com frequência não é normal e precisa, sim, de um atendimento médico

Por Adriana Lima
Última atualização: 22.06.2020 às 14:08

No Brasil, cerca de 70% das mulheres e 50% dos homens apresentam, pelo menos, um episódio de cefaleia ao mês Foto: Adobe Stock
A velha história se repete: "é só uma dor de cabeça". O neurologista de Novo Hamburgo, Roberto Gallo, explica que esta ideia de "normalidade" atribuída à cefaleia é bastante perigosa, pois atrasa o diagnóstico e um tratamento adequado. "Infelizmente, muitas pessoas costumam procurar atendimento médico por dor de cabeça quando já estão com crises intensas e, principalmente, muito frequentes, após meses ou anos sofrendo desse sintoma. Aliás, a dor de cabeça ou cefaleia constitui o sétimo lugar na lista de dores mais incapacitantes do mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Apesar de serem reunidas em um grande grupo, as dores de cabeça se dividem em centenas de tipos, que estão catalogados numa classificação internacional."

Conforme o neurologista, em dias de pandemia, houve um aumento das cefaleias primárias, principalmente a tensional e a enxaqueca. "Isso porque a rotina das pessoas mudou muito, com exacerbação ou desencadeamento de quadros de ansiedade, depressão, alterações do sono, irritabilidade, medo ou questões ligadas ao trabalho e financeiras. Todas essas mudanças são gatilhos para maior intensidade e frequência das cefaleias", cita.

Diferenciando os tipos

O médico destaca que a dor de cabeça mais comum é a cefaleia tensional. Suas características são: dor em aperto ou pressão, durando minutos a vários dias, de intensidade leve a moderada, não é agravada ou interfere na atividade física, sem aparecimento de náuseas ou vômitos, com acompanhamento ocasional de intolerância à luz ou ao som, mas não ambas.

"A segunda dor de cabeça mais frequente é a enxaqueca: dor de moderada ou forte intensidade, latejante ou pulsátil, frequentemente acompanhada de aversão à luz, sons, cheiros, com tonturas, náuseas e às vezes vômitos, sendo agravada pela atividade física rotineira. Pode durar de quatro horas a três dias, ser antecedida por aura - perda visual transitória, por exemplo; ser precedida em horas ou dias por irritabilidade, hiperatividade, sonolência ou desejos por alguns alimentos", diz.

13 milhões de pessoas têm cefaleia crônica diária, ou seja, dor de cabeça em pelo menos 15 dias no mês. No Brasil, cerca de 70% das mulheres e 50% dos homens têm, ao menos, um episódio ao mês.

Tratamentos mais indicados

Roberto Gallo, neurologista Foto: Divulgação
O neurologista ressalta que, no caso das cefaleias primárias, bem mais frequentes, crises que interfiram na rotina e qualidade de vida devem sinalizar que é hora de buscar acompanhamento médico especializado. E os tratamentos? "Têm os farmacológicos, baseados nas diversas classes de medicações e os não-farmacológicos, dentre os quais meditação, acupuntura, terapia cognitiva, fisioterapia, entre outros", cita.

Fique atento

Conforme o médico, alguns sinais podem indicar gravidade na dor de cabeça, apontando para uma cefaleia secundaria, tais como:

- a primeira ou a pior dor de cabeça da vida;

- mudanças de características da cefaleia já existente;

- dor com início após os 50 anos de idade;

- cefaleia que progride em intensidade e frequência rapidamente, em dias ou semanas;

- cefaleia que ocorre exclusivamente durante a tosse, atividade sexual ou esforço físico;

- cefaleia acompanhada de febre, confusão mental, rigidez da nuca, convulsões, paralisias, desequilíbrio ou qualquer sinal neurológico associado.

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