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Cotidiano | Decoração Décor

Dicas para harmonizar a casa com feng shui ou método Konmari

Especialistas dão dicas sobre a maneira como a disposição dos móveis, elementos e cores dentro das casas pode influenciar muitas coisas no cotidiano e no bem-estar dos seus habitantes

Por Ana Lourenço
Última atualização: 11.07.2020 às 10:07

Sala decorada Foto: Adobe Stock
Se alguém falar que insônia ou estresse pode ter relação com sua casa, você acreditaria? A maneira como se relaciona com ela - seja pela disposição dos móveis, seja pelos objetos acumulados - pode refletir no bem-estar. Para os mais místicos, um caminho é a prática do feng shui, que prega que a decoração de um ambiente - cores, adereços, posição dos objetos - gera um fluxo constante de sentimentos e percepções. Já os mais práticos podem se identificar com o método Konmari, idealizado por Marie Kondo.

"Isso traz felicidade?", normalmente indaga Marie em seu programa da Netflix. O questionamento é feito em uma tentativa de evitar tudo aquilo que não é mais útil na casa e, claro, o excesso. "Todo mundo acha que o movimento é sobre jogar as coisas fora, mas, na verdade, é ficar com aquilo que alegra; justamente o oposto", diz Mônica Vieira, especialista em organização formada no método Konmari.

O feng shui, por sua vez, é uma técnica milenar chinesa que nasceu com mestres taoistas que, a partir da observação da natureza, faziam uma análise do espaço onde as comunidades iriam viver, segundo explica a consultora Vera Souza. Não é preciso escolher entre o feng shui e o método da organizadora japonesa - se quiser, pode adotar ambos. A seguir, confira dicas para harmonizar a casa.

Feng shui

"A premissa do feng shui é a harmonização dos espaços com intenção de melhorar a circulação da energia vital, que chamamos de 'chi'", diz Elaine Gonzalez, de um escritório de arquitetura de interiores. Por isso, se a casa tem essa energia garantida, seus moradores também sentem a vibração. "Casa é - ou deveria ser - o lugar que a gente vai se reabastecer", diz Vera Souza.

O fundamento é se espelhar na natureza e em seu equilíbrio. As forças yin e yang, por exemplo, mostram essa estabilidade. "A primeira seria a noite, o frio, o escuro. Já o yang seria o dia, claro, quente, aberto. Não existe um mais importante; existe a necessidade dos dois", comenta Vera.

O quarto deveria ser o lugar mais yin da casa. Porém, com o home office, muitas pessoas passam grande parte do dia nele, trabalhando e, assim, carregando-o com energia yang, o que pode influenciar negativamente o sono. "Um pouco antes de dormir, é legal deixar a janela aberta, desligar o computador e até tirá-lo da tomada, se possível, para transformá-lo em um lugar de descanso", aconselha a consultora.

"Na cozinha, é importante observar a localização do fogão, que é símbolo de abundância", sugere a arquiteta Elaine Gonzalez. O ideal seria ter uma cozinha em formato de ilha ou que o fogão fosse posicionado de forma que ninguém possa assustar o cozinheiro chegando por trás.

Já o banheiro deve ser pensado como local de limpeza. Assim, tente deixá-lo relaxante com a ajuda de velas, aromas e plantas. "Recomendo também sempre fechar a tampa do vaso e a porta do local, pois ali existe um vórtice de energia muito forte para baixo, que pode sugar a energia boa", explica Vera.

De acordo com as duas especialistas, os cinco elementos - água, madeira, fogo, terra e metal - são qualidades energéticas que podemos combinar em casa. "A bagunça e aquilo que está em desuso pode ser obstáculo. Por isso, feng shui e organização caminham juntos", diz Vera.

Konmari

Ter somente aquilo que o representa e lhe faz feliz é o lema do método de Marie Kondo. Para saber de quais objetos se livrar e conhecer mais seu próprio lar, é interessante observar item por item - a organização deve ser por categoria, e não por ambiente. "Sempre há objetos que estão em mais de um ambiente. Por exemplo, um isqueiro, que é da cozinha e foi parar no quarto ao acender um incenso", detalha Mônica Vieira, especialista em organização no método Konmari.

A primeira categoria deve ser roupas, o que inclui sapatos, vestimentas, cintos e bolsas. "Coloque todas em uma pilha só. O choque de ver tudo junto ajudará no processo", diz Mônica. O que for sobrando, durante o processo, separe em caixas e não mexa. "O que faz o método funcionar é o foco. A categoria roupas, por exemplo, inclui bolsa, mas não o batom que você acha dentro nela", orienta. Em seguida, arrume papéis, livros e objetos diversos.

A última - e mais difícil - categoria são objetos com valor sentimental. "Tem gente que tem muita dificuldade de desapegar. Mas precisamos perceber que é um ciclo", conta Mônica. O que liberta da sensação de culpa na hora de jogar fora ou doar, de acordo com ela, é agradecer.

É interessante também levar a própria natureza para dentro de casa. "Espada-de-são-jorge, lavanda, lírio-da-paz e jiboias são espécies bem legais", indica Vera. Outra base essencial é não ter móveis maiores do que a casa pode acomodar.

Fique atento. "Achar que pintou uma parede e resolveu sua vida ou que posicionou um móvel de forma diferente e tudo se transformou é falso. A beleza está em visualizar sua intenção à medida que insere objetos, trabalha com cores ou reposiciona móveis", observa Elaine.

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