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Bom Exemplo

Professor mantém hortas escolares mesmo com aulas presenciais suspensas

Por Susi Mello

Vanderlan, ou professor Vande, mantém os canteiros das escolas com hortaliças e chás Foto: Arquivo Pessoal
Os dias de pandemia não servem de desculpa para que 32 canteiros de hortas escolares fiquem descuidados no Vale do Paranhana. Bem pelo contrário. O professor Vanderlan Lamperti, 49 anos, de Riozinho, continua a virar a terra, plantar mudas e sementes, regar e colher hortaliças e chás, tudo sem o uso de agrotóxico. Como não há aulas presenciais nas instituições de ensino do município, a distribuição das hortaliças passou a ter outros destinos, como o hospital Irmãos de São Camilo, o setor de educação da prefeitura, professores, algumas famílias de estudantes e o proprietário da agropecuária que realiza as doações de mudas. Quando havia aula presencial, o que era colhido na horta era consumido como merenda escolar dos alunos.

O papel do professor Vande, como é chamado pelos alunos, tem sido de dar continuidade ao projeto de educação ambiental que desenvolve nas escolas Ulisses Guimarães, Padre Manoel da Nóbrega, Castro Alves e José Laurindo de Jesus. Com a pandemia, explica, as aulas presenciais não estão ocorrendo, mas as hortas continuam a exigir cuidados para que não seja perdido o que já havia sido plantado por estudantes. "Eu tenho que cumprir 10 horas de trabalho. Por isso, preparo os canteiros, planto, colho e faço as plaquinhas de identificação das hortaliças e chás", explica o docente, formado em Filosofia, professor em História e Educação Ambiental e que atua na rede municipal há 25 anos.

O trabalho é feito em dias diferentes. Na Ulisses, em terças ou quintas; na Padre Manoel e na Castro Alves, nas segundas ou quartas; às sextas, na José Laurindo.

Na escola Ulisses Guimarães são 15 canteiros, com pimentão, quiabo, cebola, alface, sálvia, cebolinha, alho poró, couve, brócolis, hortelã, funcho, erva-cidreira, melissa, poejo e cravo. Na Padre Manoel há nove canteiros com temperos, alface, couve, chicória e orégano. Na Castro Alves e na José Laurindo há quatro canteiros em cada uma delas. Ambas têm temperos, chicória e alface em suas hortas escolares.

Ideia levada para as casas

Como os alunos não podem participar presencialmente do projeto, o professor não deixa de conversar com eles. Por meio de contatos virtuais, o docente sente-se orgulhoso em saber que há alunos que montaram hortas em suas próprias casas. "Fico contente que estão praticando em casa o que aprenderam na escola", salienta o professor, casado também com uma professora, Angelita Geib, 55 anos, e pai de duas filhas, a Emili e Camili, de 15 e 14 anos, respectivamente.

Projeto das hortas se iniciou há seis anos

O projeto das hortas começou em 2014, quando o governo federal lançou uma proposta ambiental e a Escola Ulisses Guimarães inscreveu a história de sua horta escolar, que acabou sendo reconhecida. O dinheiro, no entanto, só veio em 2018. "Com esse projeto, ganhamos na época R$ 11 mil", lembra o professor, explicando que os recursos foram para a ampliação da horta e aquisição de material. Como a ideia foi dando resultado, a iniciativa cresceu ainda mais e hoje mais três escolas participam. O professor Vande ficou responsável por todas elas este ano.

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