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Blog Arquibancada

Pelotas de volta, respeito do Ypiranga e o caminho para a reversão aimoresista

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Diego da Rosa/GES
Aimoré enfrenta o Ypiranga nessa quarta-feira (5)
O futebol dá espaço para epopeias jamais imaginadas. Mas nestas semifinais da Divisão de Acesso, pelo menos no que se diz respeito ao enfrentamento entre Pelotas e Internacional de Santa Maria, tudo está bem encaminhado. Fora de casa, o Lobão obteve a vitória por 2 a 0. difícil, com todo o apoio que os pelotenses terão na Boca do Lobo, que a situação não se repita. Sendo assim, 2019 deve contar com o Pelotas na elite. Acho muito positivo, por conta do público que é movido pelo clube. É triste ver vitórias em espaços onde não há qualquer apelo. O futebol é feito para o torcedor. Caso ele não exista ou se ausente, não há razão para tal.

Respeito adversário

Mas voltando para São Leopoldo, seguimos falando acerca de Aimoré e Ypiranga. O jogo de ida terminou em 2 a 1 para o Canarinho. A vantagem é importante, ao mesmo tempo que o gol feito pelo Índio, fora de casa, tem grande peso. De qualquer forma, pelo que conversei com o técnico Márcio Nunes e pelas sensações emitidas pelo primeiro enfrentamento, não faltará respeito do Ypiranga ao Aimoré amanhã, no Cristo Rei.

Retranca Canarinho

É forte afirmar que o Ypiranga virá retrancado. A atuação da equipe, no jogo de ida, indica essa premissa. Não uma retranca com todos atletas abdicando do ataque ou um sistema com menos homens de frente. Mas prevejo uma equipe absolutamente resguardada para não ser surpreendida no início da partida novamente, como foi com o gol do Hyantony, aos cinco minutos de jogo no Colosso da Lagoa.

Escapadas

A principal atenção aimoresista, na estratégia para quando estiver sem a bola, será a contenção das voluptuosas peças do meio para frente do Ypiranga. Jean Silva e Rafinha ou até o lépido Skilo, que esteve de fora do jogo de ida, são as principais armas para o contra-ataque do Ypiranga. Jean incomodou os laterais com intensidade física durante todo tempo que esteve no jogo. Já o Rafinha trouxe perigo com a bola no pé. Tem batida qualificada e é o dono da bola parada da equipe.

Caminho da reversão

O jogo de ida foi positivo para os aimoresistas. Eu gostei da atuação da equipe Capilé, exceto, obviamente, pelas desatenções nos escanteios. Em dois lances, o zagueiro Léo Kanu, que era responsável pela marcação do defensor Saimon acabou se desligando do jogador e ocasionou os gols. Não quero culpar o Kanu, até porque, no segundo tento, a desatenção foi geral. Antes de Saimon conferir, Claudinho cabeceou livre.

Neutralização

Nas últimas partidas aimoresistas no Cristo Rei, as atuações não foram luxuosas. Mas na maioria delas, a criação funcionou. Foram diversos os desperdícios. Contra o qualificado Ypiranga, não pode se repetir. Mas por falar em repetição, há sim algo que precisa ocorrer novamente. No jogo de ida, as linhas aimoresistas, quando encaixadas, neutralizaram os movimentos do Canarinho. Dessa forma, a saída de jogo do time de Márcio Nunes foi, quase que o tempo todo, fruto de diagonais e lançamentos proferidos por Saimon. O caminho já é conhecido pelo Capilé.

Vaga encaminhada, corda esticada e os aimoresistas com pés no chão

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A beleza do futebol caminha paralela aos indefinidos percursos do esporte. Ou seja, não há jogo jogado, com o perdão do redundante clichê. De qualquer forma, o Aimoré estabeleceu um grande adiantamento ou encaminhamento à classificação ao vencer o Tupi por 2 a 0, fora de casa. Ainda que o time de Crissiumal carregasse consigo um cartel sem derrotas dentro de casa, era dever aimoresista vencer este primeiro jogo das quartas de final. Tem muito mais time. Ganhou e bem. Agora, para garantir o primeiro lugar geral e decidir os jogos sempre no Cristo Rei, uma nova vitória se faz necessária para o planejamento Índio.

Corda esticada

Não é simples. Há um time do outro lado com méritos carregados pelo treinador Fabiano Borba, ex-Aimoré. Mas como é muito dito no futebol, há momentos em que a corda está esticada e é possível apontar as diferenças emocionais, técnicas e de investimento. O Aimoré cumpriu com o papel e fez valer a superioridade. Agora, contando com paralelos resultados, pode encaminhar uma importante vantagem e confirmá-la.

Compreensão Arilson

As alternâncias do Aimoré na fase de grupos sempre foram salientadas por aqui. Nunca escondi as preocupações que chegavam através dos torcedores e as justificadas cobranças. Ao mesmo tempo, sempre salientei o respaldo da direção no trabalho do técnico Arilson Costa e também na consciente leitura do que vinha ocorrendo nas conversas com o comandante. Enquanto muitos pediam a cabeça dele por entender que ele não estava conseguindo tirar mais do grupo, eu sempre achei que haviam soluções locais e, essa tranquilidade, veio sempre junto aos depoimentos do Arilson. Acho que ele tem total ciência das qualidades e limitações do grupo. Não à toa essa vitória chegou em momento tão importante.

Pés no chão

O Tupi virá para um jogo de Copa do Mundo. Não tem nada a perder. E esse é o momento em que o Aimoré pode ser surpreendido. Conversei com o Arilson e ele ressaltou o compromisso de manter os pés no chão. Nesse quesito, creio que a experiência de alguns atletas pode ser determinante num possível Acesso.

Lucidez Hyantony

E quando trato deste papel, trago para os amigos que acompanham a coluna um exemplo. O centroavante Hyantony, que veio do Avenida, tem um incrível envolvimento com o grupo. Em todos os treinamentos é voz ativa, cobra, parabeniza e, quando possível, também brinca para descontrair o grupo. No pós-jogo, ele deu entrevista de uma lucidez incrível. Aceitou a pressão e demonstrou a reconhecida concentração de quem acompanha o trabalho dele. É um jogador acostumado a vencer, a jogar Divisão de Acesso e uma liderança dentro e fora de campo. É daquele tipo que precisa de atenção da direção para que tenha sequência no clube.

A incógnita do Novo Horizonte

E no domingo o Novo Horizonte teve a terceira derrota na Terceirona. No ano passado, apesar da desorganização, acabou quase obtendo a subida ao Acesso. No primeiro jogo, contou com apenas três atletas no banco de reservas. Muitos nomes estão entrando no Bid e poderão atuar pelo clube. Mas novamente sem perspectivas ou quaisquer que sejam as possibilidades da estipulação do Verdão como uma equipe profissional. É bacana a oportunidade para alguns jovens, embora os objetivos estejam pouco claros.

Classificação suada, velho conhecido pela frente, as qualidades e fragilidades do Aimoré

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Depois de cinco rodadas o Aimoré voltou a vencer. Esse fator precisa ser valorizado. Paralelo a isso, o time marcou três gols com Hyantony, Marco Antônio e Elias. A trinca que joga mais perto da meta adversária. Apesar das circunstâncias que alternaram diante de um bom Inter de Santa Maria, as redes balançando precisam ser aplaudidas. Foi um prêmio aos extenuantes treinamentos de finalização das últimas semanas.

Pontos positivos

Além do “pé na forma”, alguns outros pontos foram positivos na tarde desta quarta-feira (09). Não foi uma jornada excepcional, ainda que o objetivo tenha sido cumprido. O goleiro Pablo fez pelo menos duas grandes defesas em uma impecável partida. Cleiton atuou apenas por 14 minutos mas foi participativo, assim como Ronaldinho Gramadense, que o substituiu com a mesma taxa de imposição em campo. Hyantony novamente foi aquele centroavante que conhecíamos enquanto jogador do Avenida. Incrível a qualidade do jogador. Além do gol, venceu quase todas por cima e foi incansável na marcação. Tem bom passe e está sempre bem colocado em campo. Thiago Correa, que substituiu Élton, também foi uma boa surpresa. O veterano apareceu bem em uma posição diferente da qual está acostumado a atuar.

Fragilidades

O empate que selou o final do primeiro tempo não foi questionado por ninguém que esteve no Estádio Cristo Rei. Antes de Jardisson marcar, o Inter SM já havia perdido pelo menos três boas chances. O início de linhas adiantadas e pressão deu lugar a um desconcentrado e distante Aimoré. A cabeça de área e falta de cobertura apareceu novamente. Digaô não teve bom jogo e deixou o miolo de zaga desprotegido em algumas oportunidades. Falta intensidade e combate neste setor. O início da segunda etapa repetiu o hiato entre as linhas defensivas e o meio. O espaço teve proveito dos adversários que tiveram o bom momento estagnado pela falha do arqueiro João Paulo. Depois disso, o Índio se reencontrou em campo.

Correções para os matas

O Aimoré sofreu apenas seis gols neste Acesso. O número, entretanto, precisa ter um contexto incluído. Em jogos como contra São Gabriel, Santa Cruz e Guarani, foram poucas as exigências. As equipes com detectante qualidade inferior jogaram apenas para se defender em retrancas genuinamente gaúchas. Ou seja, difícil uma análise do mecanismo da zaga. Quando mais exigida, a frente da defesa apresentou estas fragilidades e foi facilmente envolvida. A cabeça de área precisa ser corrigida. Contra equipes com maior poderio ofensivo, o perigo será sempre eminente.

Adversário Tupi

Neste início da semana, a coluna Arquibancada repercutiu em Crissiumal. Por celular, o ex-aimoresista Fabiano Borba, que comanda o Tupi, me contatou para comentar a grande participação da equipe na Divisão de Acesso. Dias depois, quis o destino que Borba cruzasse logo nas quartas com o seu ex-clube. Não vai ser nada fácil para o Aimoré. Além da força da torcida e da empolgante campanha, o Tupi tem fatores extracampo para se motivar. Além do técnico, os jogadores Jader, Jorge e Rafinha Carleti, que estiveram por aqui, estão defendendo a equipe. O sabor do duelo contra o ex estará em campo.


Confusão no Aimoré, destaques em campo e a confiança da direção em Arilson

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Os xingamentos, infelizmente, integram o comportamento dos torcedores. Aos poucos, alguns cânticos racistas e homofóbicos estão sendo banidos das grandes torcidas, mas as ofensas seguem fortes. No domingo, a troca deles terminou em agressão. O fato é lamentável. Obviamente o torcedor deveria se conter, mas é compreensível o momento de tensão e calor do momento. Ao mesmo tempo, um profissional não pode partir para a agressão a um torcedor por ter ouvido alguma determinada ofensa. Ambas atitudes são reprováveis. Não quero entrar no mérito do peso das gravidades, portanto encerro o assunto aqui e, espero que os ânimos sejam acalmados e o episódio não se repita. Para o bem do profissional, do torcedor e do clube.

Destaques

O Pelotas veio para pontuar e retornar líder. Conseguiu. De qualquer forma, o Aimoré também teve virtudes. Elias estreou muito bem, Hyantony teve muitas vitórias pessoais e Cleiton foi intenso e com alta taxa de participação. Como sempre. Os três são de outra turma. Apesar das críticas que tenho concedido ao volante Digaô, reconheço que fez boa partida, bem como o goleiro Pablo, com intervenções importantes e pelo menos duas grandes defesas. Douglão também esteve muito bem, sem perder divididas e fazendo a cobertura dos laterais. Estes, Murilo e Cássio, tiveram as subidas brecadas pelos qualificados e incomodativos Hugo Sanches e Gustavo Xuxa. Sofreram.

Resultado

No início da competição, havia o resultado, mas não o desempenho. Há algumas rodadas, nem um, nem outro. No domingo, entretanto, o desempenho chegou. O que segue distante é a efetividade. A indignação é grande e vários torcedores têm me abordado e entrado em contato com reivindicações fortes. Vejo um espectro de fim de primeira fase de dificuldades, mas acredito numa classificação. Estive preocupado, mas enxergo o avanço. Creio que Arilson encontrou um time e o rendimento traz esperanças.

Individualismo

Um reincidente fator tem ocorrido. O atacante Marco Antônio tem muita qualidade. Disso ninguém pode discordar. Mas exceto pelo jogo da Copa do Brasil, diante do Cuiabá, não lembro de uma grande partida do atleta neste 2018. Somado à má fase e o desperdício de duas penalidades no Acesso, o jogador tem sido muito individualista. A virtude do atleta é a arrancada e isso, muitas vezes, decide o jogo em prol do Aimoré. Mas em alguns momentos, ele tem tentado decidir sozinho.

Para diminuir a pressão

No domingo, ele teve oportunidades de ouro de prestar assistências. Inclusive no momento do pênalti não vinha bem na partida. Creio que seja um comportamento de quem se sente pressionado pelo momento e talvez esteja tentando decidir para tentar tirar o peso das costas e se reencontrar com o torcedor. Só que não tem dado certo. Estará de fora por suspensão no próximo jogo (assim como Cleiton) e de repente esse tempo, ou uma bancada, pode fazer bem. Ronaldinho Gramadense iniciou no banco e entrou com mais vontade.

Respaldo da direção

E nos reclames, muitos pedem a cabeça do treinador Arilson Costa. Perguntei para o presidente Paulo Costa a avaliação do trabalho do ex-jogador. “Positiva. Conseguimos uma gordura antes e temos que recuperar. Por enquanto, depende só da gente e o Arilson tem toda nossa confiança”, garantiu. Entendo a cabeça quente dos torcedores e critico algumas escolhas do técnico. Entretanto, não acho que a saída dele seja necessária. Ele tem o respeito dos atletas e inclusive era pedido por muitos dos que querem a cabeça dele agora. Faltando duas rodadas, não seria a solução.

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