VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

XYZ

Documentário ambiental com Al Gore é destaque nos cinemas

Uma Verdade Mais Inconveniente é sequência para documentário de 2006.

Jensen Walker/Divulgação
Al Gore em cena do documentário Uma Verdade Mais Inconveniente, sequência para filme de 2006 sobre o combate ao aquecimento global
Entre as estreias nos cinemas, destaque para o documentário Uma Verdade Mais Inconveniente (An Inconvenient Sequel: Truth to Power), sequência para o doc com Al Gore Uma Verdade Inconveniente, de 2006. O filme, assinado pela dupla premiada de documentaristas Bonni Cohen e Jon Shenk, acompanha a cruzada de Gore para conscientização na luta contra o aquecimento global.

Com uma importante mensagem ambiental e de engajamento, vale a pena se tocar para Porto Alegre para assistir. O filme está no Guion e no GNC Moinhos.


Liga da Justiça faz fiasco nas bilheterias e ameaça DC no cinema

Analistas de mercado apontam que Warner pode ter que mudar planos após mau resultado nos EUA.

Divulgação
Futuro incerto para a Liga da Justiça no cinema, embora Batman e Mulher Maravilha devam seguir nas telonas em filmes solo
A grande estreia do ano para o universo da DC Comics no cinema ficou abaixo do esperado em termos de bilheteria. Liga da Justiça, que passou por seu primeiro final de semana mundialmente, rendeu 95 milhões de dólares no box office dos EUA e 185 mundialmente. O desempenho internacional foi capitaneado pela China e pelo Brasil.

Os números ficaram bem inferiores ao que o estúdio Warner estava esperando. O filme custou cerca de 300 milhões de dólares. O resultado nos EUA é o pior dos cinco filmes da DC do universo compartilhado lançados até agora (incluindo os relativamente mal-sucedidos Batman vs Superman e Esquadrão Suicida). Em comparação, o resultado coloca Liga atrás do primeiro Guardiões da Galáxia, um dos filmes com resultado mais modesto da concorrente Marvel. Os números ainda podem melhorar um pouco, mas a tendência é que não, dada a recepção ruim da crítica e de parte dos fãs.

Analistas de mercado, como Scott Mendelson, da Forbes, apontam que os números ruins podem fazer a Warner mudar todos os seus planos para o futuro dos super-heróis da DC no cinema. Dos filmes que estrearam até agora, apenas Mulher Maravilha conseguiu sucesso de público e crítica. Os demais ou frustraram fãs, ou críticos, ou as bilheterias. Alguns conseguiram frustrar os três.

A DC planejava usar os próximos filmes para construir a continuação de Liga da Justiça, da mesma forma como a Marvel faz com os vingadores. Mas especialistas de mercado acham que o mais provável é que as produções prontas ou prestes a iniciar filmagem sejam convertidas em histórias individuais sem ligação com o universo compartilhado, e que o estúdio pendure indefinidamente uma continuação. Shazzam, baseado no Capitão Marvel, é um dos filmes prontos. Aquaman, idem. É provável que siga adiante a nova trilogia de Batman, e a continuação de Mulher Maravilha, por causa do potencial de lucro. O resto pode ser suspenso.

Analistas apontam que a Warner também está passando por um processo de aquisição pela AT&T, e ao mesmo tempo enfrentando autoridades federais norte-americanas que querem suspender o negócio com base na lei antitruste. Isso tende a fazer o estúdio se arriscar menos, e provavelmente cortar riscos desnecessários, como um novo Liga da Justiça.

Talvez a gente acabe não vendo Darkseid, o vilão que a Warner devia ter incluído na Liga mas deixou para continuações que talvez nem sejam feitas.

Charles Manson, o nefasto psicopata pop

Psicopata morto nos Estados Unidos foi um produto de sua época e uma figura tão execrada quanto venerada.

Divulgação
Steve Railsback como Charles Manson no telefilme Helter Skelter, de 1976, que contava os crimes da Família Manson e abordava o lado sedutor do psicopata
Charles Manson morreu nos EUA, aos 83 anos. Há quem tenha tomado conhecimento da figura só pelo noticiário, e daí pode ter ficado com a impressão de que se trata apenas de um psicopata famoso - tudo bem, alguém descrito como perigoso. Mas Manson, infelizmente, foi muito mais do que isso.

O mentor de vários assassinatos, entre os quais o da atriz Sharon Tate em 1969, representa uma espécie de fascínio do Mal. Autoproclamado o novo Jesus Cristo, guru para um grupo de jovens - entre os quais, várias mulheres que engravidou -, tinha um inegável carisma pessoal, que o tornou notório mesmo depois de condenado. Gostava de ser fotografado, e era bom em frases de efeito. Uma figura nefastamente pop.

Como outros antes ou depois - Jim Jones, o Reverendo Moon ou a seita de Wacco -, Manson distorceu a ânsia de uma geração em busca de espiritualidade. Não tinha comparsas, tinha seguidores. Seus acólitos foram seduzidos e levados a cometer atrocidades. Eventualmente, foi condenado junto com eles.

O fascínio escabroso que ele produziu segue vivo. Até a véspera de sua morte, seguia merecidamente execrado, o que lhe garantiu sucessivas negativas de sursis ou progressão de pena. Porém, como muitas coisas proibidas, também seguiu atiçando a curiosidade, principalmente das novas gerações. O roqueiro Marilyn Manson adotou um nome artístico que evoca seu sobrenome. Por sinal, Marilyn Manson foi ameaçado por Charles Manson por carta. E hoje alguns internautas confundiram as duas figuras.

AFP
Charles Manson foi internado em estado grave
Neil Gaiman tem um conto sobre ele. Quentin Tarantino, depois de ter até anunciado que havia escolhido um ator para viver Charles Manson no seu próximo filme, voltou atrás devido à reação e esclareceu que sua próxima produção não é sobre a família Manson, mas sobre a época em torno de 1969. Não por acaso, Manson tatuou na testa uma suástica, outro símbolo cruel do passado que provoca inexplicável e imperdoável fascínio contemporâneo.

Ironicamente, também, Charles Manson morreu às vésperas do Dia da Consciência Negra no Brasil. Parte de seu discurso messiânico psicótico, justamente, dizia respeito a preconceito racial. Ele profetizava uma guerra entre brancos e negros nos EUA e alguns dos crimes que inspirou teriam sido uma tentativa de atiçar ódio racial dos supremacistas brancos contra os panteras negras. Com seu harém de seguidoras, também, representava o mais antigo e abjeto machismo. Manson pode ter sido um psicopata bom de papo, mas foi o mais acabado produto de sua época e de seu meio.

Muitos vão argumentar que Manson não mereceria o espaço que está ganhando na mídia por conta de sua morte. Mas nessa época de fascínio por criaturas igualmente nefastas, vale refletir sobre a capacidade de sedução deste tipo de liderança negativa. No cinema, tevê ou quadrinhos você pode achar divertido acompanhar as vilanias de Darth Vader, Coringa ou os vilões da novela. Na vida real, infelizmente, a coisa é sempre mais triste e bem mais trágica.

Manson foi uma das mais próximas encarnações do pesadelo midiático descrito por Oliver Stone no filme Natural Born Killers. Lá, a dupla de assassinos Mickey e Mallory (por sua vez, baseada em outro caso célebre dos EUA, o de Charles Starkweather e Caril Fugate) era venerada por multidões de fãs, à medida que seus crimes eram noticiados, com direito a camisetas estampadas e tietes segurando cartazes com corações. Charles Manson não chegou a ganhar esse tipo de torcida, mas, assustadoramente, chegou a ter fã-clube.


Morreu um dos integrantes do grupo Dominó

Ricardo Bueno tinha 40 anos e morreu após infecção.

Reprodução
Ricardo Bueno, ex-integrante do grupo Dominó, tinha 40 anos
Morreu em São Paulo o cantor Ricardo Bueno, 40 anos. Ele morreu quinta-feira (16), mas a notícia foi divulgada nesta sexta (17). Bueno ficou famoso como um dos integrantes da segunda formação do grupo Dominó, em 1995. A boy band foi uma das sensações brasileiras durante os anos 80 e 90. Ele sofreu uma infecção após complicações dentárias.

O Dominó virou fenômeno nos anos 80, com sua primeira formação, na esteira de grupos internacionais como o Menudo. A segunda formação, da qual fazia parte Bueno, estava ligada a emissoras de tevê e fez um sucesso menor, mas igualmente marcou época. 

Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS