VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

XYZ

Entenda a polêmica do filme Mãe!, de Darren Aronofsky

Filme do diretor de Cisne Negro tem cenas fortes, mas deve ser compreendido em seu sentido figurado.

ATENÇÃO: ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS. HÁ DETALHES SOBRE A HISTÓRIA DO FILME QUE VOCÊ PODE NÃO QUERER CONHECER DE ANTECIPAÇÃO. 

Divulgação
Jennifer Lawrence e Javier Bardem em cena de Mãe!, de Darren Aronofsky
Precedido de polêmica e reações exasperadas tanto contra quanto a favor, estreou Mãe!, do diretor Darren Aronofsky. Este filme cabeça disfarçado de história de terror faz jus à fama de malucão do diretor de Cisne Negro e é repleto de excessos. Mas, como toda a obra de seu autor, é cinema de primeira.

A história acompanha o casal formado por uma jovem (Jennifer Lawrence) casada com um poeta (Javier Bardem). Eles acabam de se mudar para a antiga casa dele, restaurada após um incêndio. Enquanto ele tenta superar um bloqueio criativo, ela conclui a reforma e tenta engravidar. Só que a rotina é interrompida por uma série bizarra de visitas e mesmo invasões, desde um casal exótico (Ed Harris e Michelle Pfeiffer) até pequenas multidões de fãs. Tudo isso tem consequências dolorosas.

Dá para compreender por que haja gente reclamando, já que há momentos de violência extrema e chocante. Mas Mãe! deve ser compreendido dentro do cinema muito peculiar de seu diretor. Os filmes de Aronofsky podem ser profundamente depressivos ou perturbadores (O Lutador, Réquiem para um Sonho), mas costumam também ser repletos de símbolos e imagens poéticas com função narrativa (como Cisne Negro e a ficção científica Fonte da Vida). A produção em cartaz vai nesta linha.

Mãe! lembra dois títulos de grandes cineastas. Um deles é O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, com o qual compartilha a atmosfera claustrofóbica quase toda no interior de uma residência. Este efeito é reforçado pelas tomadas fechadas e pela fotografia estilo câmera na mão. Também lembra A Hora do Lobo, de Ingmar Bergman, que igualmente tratava de um artista isolado com a esposa em um ambiente insólito. Como os filmes do mestre sueco, Mãe! quase não traz música, só sonoplastia, o que ajuda a criar um clima de desamparo.

Temática chocante à parte, Mãe! pode ser interpretado como uma metáfora para a criação artística. É o que se depreende dos reveses sofridos pelo casal, e das alcunhas de Musa ou Inspiração pelas quais alguns tratam a heroína. Alguns críticos reclamaram que o filme de Aronofsky beira o incompreensível, com suas guinadas de roteiro e sequências meio delirantes e gratuitas, aparentemente desvinculadas umas das outras. Mas é preciso compreender isso dentro de uma proposta de cinema metafórico, descolado da realidade objetiva da história. É um estilo de grandes cineastas, como Andrei Tarkowsky e Lars Von Trier, cuja influência também está contida neste filme.

Uma crítica cabível é que, mesmo compreendido dentro de sua proposta simbólica, Mãe! pode ser um pouco primário. Mesmo entendendo-se que aborde alegoricamente a criação artística, o filme faz isso de uma maneira um pouco rasa – visualmente espetacular, é verdade –, mas sem a profundidade de personagens e conflitos que marcaria, por exemplo, o tratamento dado ao tema pelos cineastas que homenageia, como Bergman, Polanski ou Tarkowsky.

Em todo caso, vale a pena ver, certamente melhor do que outras coisas em cartaz. E a bela Jennifer Lawrence, é claro, está perfeitamente à altura da condição de Musa.


Veja 14 desenhos clássicos que estão completando 50 anos

Do Homem-Aranha da musiquinha ao Homem-Pássaro e Galaxy Trio, todos eles foram lançados em setembro de 1967.

A tevê norte-americana e canadense costuma concentrar os lançamentos no mês de setembro, por conta dos períodos escolares. Veja 14 animações clássicas que foram lançadas em setembro de 1967 e que, portanto, estão fazendo 50 anos. Muitas delas ganharam remakes na tevê, versões de cinema ou seguem em exibição nas reprises. No Brasil, quase todos esses desenhos passaram nos anos 70 e 80. Eles fazem parte de uma safra, produzida entre meados e o fim dos anos 60, que marcou toda uma geração.



Morreu o mágico gaúcho Tio Tony

Apresentador de tevê e animador, prestidigitador morreu nesta segunda-feira (18) .

Reprodução Facebook
O mágico Tio Tony
Morreu nesta segunda-feira em Porto Alegre Paulo Roberto Martins, o mágico e animador conhecido pelo nome artístico de Tio Tony. A informação é do Jornal do Comércio. Natural de Rio Grande, ele atuava como prestidigitador e mágico desde os anos 70. Nos anos 80 ganhou projeção estadual como apresentador de tevê. Também teve loja de mágicas na capital durante muitos anos, e desde 2004 trabalhava com animação de festas infantis.

A causa da morte não foi divulgada, e a própria idade de Tio Tony era mantida em segredo pelo mágico. Ele havia sido internado no final de semana no Hospital Independência.

 

Morreu o ator Harry Dean Stanton, de Paris Texas e Alien

Morte, aos 91 anos, foi de causas naturais, em Los Angeles.

Divulgação
O ator Harry Dean Stanton, em cena de Paris Texas (1984)
O ator americano Harry Dean Staton, conhecido por seu trabalho em "Paris, Texas" e nas séries "Big Love" e "Twin Peaks", faleceu nesta sexta-feira (15), aos 91 anos, após uma carreira com quase 150 filmes e séries de televisão. Grande amigo de Jack Nicholson, Sean Penn e Marlon Brando, Stanton morreu em um hospital de Los Angeles, de "causa natural", informou seu agente, John S Kelly.

Ficou marcado pelos papéis de um pai com amnésia em "Paris, Texas", um gangster em "Straight Time", o mecânico de "Alien, o oitavo passageiro", e o agente do FBI em "O Poderoso Chefão II". Não era um nome conhecido, mas tinha um rosto inconfundível.

Fumante e bebedor inveterado, trabalhou com David Lynch na série cult "Twin Peaks", que voltou recentemente após 20 anos de ausência. "Partiu outro grande", escreveu Lynch no Twitter.

Um dos seus mais recentes trabalhos foi como o polígamo patriarca Roman Grant em "Big Love". Músico apaixonado, também fundou a eclética "The Harry Dean Stanton Band", que mesclava música mexicana, jazz e outros gêneros.


Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS