VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

XYZ

Veja curiosidades do enigmático filme 2001, que fez 50 anos

Veja curiosidades da ficção científica de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke lançada em abril de 1968.


Cinema teve duas grandes perdas no fim de semana

Vittorio, dos Irmãos Taviani, e Milos Forman estão entre os cineastas mais importantes da história do cinema.

Divulgação
Um dos episódios do filme Maravilhoso Boccaccio (2015), dos irmãos Taviani, baseado no clássico Decameron
Os cinéfilos estão de luto. O cinema perdeu, no mesmo fim de semana, dois grandes criadores. 

No sábado, morreu Milos Forman, cineasta de origem checa que fez carreira no circuito anglo-saxônico. Forman dirigiu o oscarizado Amadeus (1984) e também assinou outras pérolas como Um Estranho no Ninho (1975) e Hair (1979).

Neste domingo, morreu Vittorio Taviani, um dos irmãos Taviani, dupla de cineastas italianos que assinou, entre outros, Kaos (1984), A Noite de São Lourenço (1982), Bom Dia Babilônia (1987) e, mais recentemente, Maravilhoso Boccaccio (2015).

AFP
A dupla de cineastas Irmãos Taviani. À esquerda, Vittorio e à direita Paolo.

São cineastas que foram mundialmente saudados, acumulando prêmios como Cannes e o Oscar. Acima de tudo, nos dois casos trata-se de diretores que souberam com maestria mesclar os elementos envolvidos na sétima arte, como o desempenho de atores, as boas histórias e as narrativas visualmente bem resolvidas. Curiosamente, também, trata-se nos dois casos de cineastas caracterizados pela sensibilidade e pelos valores humanistas.

Aproveite para correr atrás de alguns desses títulos, se você não viu.

 

Uma Dobra no Tempo é malogro espetacular da Disney

Superprodução com Oprah Winfrey e Cris Pine é mais um dos bizarros fracassos de público e crítica do estúdio Disney.

Divulgação
Oprah Winfrey em cena da produção da Disney Uma Dobra no Tempo
Baseado numa série de livros infantojuvenis que já havia virado telefilme, Uma dobra no tempo (A wrinkle in time) mescla ficção científica, autoajuda, efeitos especiais e novelinha teen. Uma garota afro-americana e seu irmão adotivo convivem com o trauma do desaparecimento do pai, sumido durante uma experiência científica. A menina sofre bullying, tem dificuldades para controlar sua raiva, baixa autoestima e problemas na escola. Mas seu irmãozinho, que parece sempre em um mundo de fantasia, lhe apresenta três mulheres misteriosas. Elas dizem que o pai das crianças está perdido no Universo e que precisa de ajuda. O grupo parte, então, em uma viagem pelo espaço, durante a qual ocorrerão muitos aprendizados.

Embora a Disney seja um império multimídia, a estas alturas dona da Marvel, da Pixar e de parte da Fox, é curioso que as produções de cinema com a própria marca do estúdio frequentemente são fracassos de público e crítica. Este é um destes casos.

O elenco estelar inclui Chris Pine, Oprah Winfrey (foto) e Reese Witherspoon, mas Uma dobra no tempo sofre de vários problemas, desde o figurino cafona até o tom que não se acerta entre o infantil e o adulto. Algumas cenas são inadequadas para crianças, pela tensão ou chatice, e outras são difíceis de aguentar para os pais – problema da Disney já visto em Tomorrowland. O filme se esforça tanto para ser politicamente correto e agradar toda a família que termina sendo um porre para todo mundo, apesar da premissa de fantasia e aventura.

Tá. Isso quer dizer que o filme é ruim e que você não deve assistir? Não, muito pelo contrário. É tão ruim que chega a ser imperdível. Espetacularmente desastroso, tanto em desempenhos quanto direção e roteiro, Uma Dobra no tempo é a 5a Sinfonia dos filmes ruins. Não deixe de ver. Mesmo em Hollywood fazem poucos desses.


Jogador Número 1 é decepcionante

Novo filme de ação de Steven Spielberg parece adaptação feita às pressas do best-seller de ficção científica homônimo.

Divulgação
Imagem de divulgação do filme Jogador no. 1, de Steven Spielberg
Sem ser propriamente ruim, o novo filme de ação de Steven Spielberg, Jogador N.o 1, é em mais de um sentido uma decepção. Adaptada do best-seller de ficção científica de Ernest Cline lançado em 2011, a produção não traz o cineasta em seu melhor momento.

A história é ambientada em 2044, quando o mundo passou por várias crises econômicas que produziram vastos cinturões de pobreza e desemprego. O herói mora nos stacks ("pilhas"), grandes favelas verticais feitas de trailers e containers empilhados. Neste cotidiano sombrio e sem muitas perspectivas, a maior parte das pessoas passa seu tempo em uma plataforma de realidade virtual compartilhada, o Oasis. Quando o criador do jogo, um nerdão recluso, morre, ele lança um desafio. O primeiro que encontrar um easter egg (uma surpresa) que ele deixou escondido dentro do game vai herdar seu império. É nesta corrida que o jovem herói vai entrar, junto com alguns amigos e tendo de enfrentar uma megacorporação maléfica interessada em ganhar o controle do Oasis mesmo que tenha que trapacear ou matar.

Reprodução
Ilustração de capa de uma das edições norte-americanas de Ready Player One
Até aí, o resumo vale para o livro e para o filme. O problema é que na tentativa de condensar a história e converter a ação para um ritmo cinematográfico, a produção de cinema se descola bastante do enredo original, a ponto de descaracterizar muita coisa.
O livro de Ernest Cline, sem ser propriamente uma obra-prima, tinha principalmente o charme das referências pop. Dentro da história, o criador do game era fissurado nos anos 70 e 80, época de sua infância e juventude, e por conta disso tinha escondido seu easter egg em uma trilha de pistas que faziam maciçamente referências a filmes, livros, games e músicas daquele período. Boa parte do livro trazia os heróis discutindo obscuridades do pop nostalgia, de games da Atari a seriados japoneses. O livro era uma espécie de Código Da Vinci para nerds.

Embora use várias referências, o filme de Spielberg não se aprofunda no complexo sistema de pistas e enigmas que envolve o jogo disputado pelos heróis e bandidos, nem traz algumas das cenas mais divertidas. Muitas coisas são substituídas para efeito gráfico, como o primeiro enigma, que no livro era toda uma série de pistas e desafios mas na telona vira basicamente um game gigante de corrida.

Vários pontos essenciais da trama têm equivalência, mas o filme termina ficando meio sem graça, simplificando tanto o sistema de referências quanto os relacionamentos entre os heróis. Até o vilão Sorrento fica empobrecido na tela, reduzido de um nerd do mal para um executivo sem escrúpulos.

Divulgação
Uma das cenas de Jogador Número 1 ambientadas em realidade virtual. Nestas sequências o filme lembra uma animação
Spielberg também não costuma se dar muito bem em filmes de ação com efeitos digitais. Fora Parque dos Dinossauros (que tinha, por sinal, efeitos híbridos de animatrônica), algumas das piores tramas de ação do diretor traziam efeitos especiais de computador, como Minority Report e Indiana Jones 4. É possível, ainda, que Spielberg tenha aceitado o trabalho apenas por pressão ou conveniência de estúdio. O diretor era uma das referências citadas no livro, mas nesta adaptação parece ter feito tudo meio de corpo mole, ou na corrida. A pressa é tanta que o filme nem explica o motivo do próprio título. Ready Player One, ou Jogador Número 1 em português, é uma referência à mensagem inicial dos games de arcade, depois que o usuário colocava uma ficha ou iniciava a partida.

Outra explicação para o enxugamento de referências pop na telona é a questão de direitos autorais. O escritor Ernest Cline pode ter conseguido licenciar citações e uso de marcas para usar no livro por pouco dinheiro, mas certamente um estúdio de cinema não ganharia esta barbada em uma superprodução. Por conta disso, muita coisa ficou de fora, como uma participação de Ultraman, vários games e também sequências inteiras de filmes como Monty Python e o Santo Graal ou War Games.

Embora quem veja o filme só pelo filme possa até curtir, os fãs do livro provavelmente vão ficar desapontados. Spielberg, obviamente, sempre é Spielberg, e a trama é bem narrada, com fotografia ótima e belas imagens. Mas não foi dessa vez que Hollywood nos brindou com uma superprodução feita para nerds.


Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS